KNCR11

KINEA RENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/12/2025

Entrega

12/01/2026 19:12

Resumo

O relatório gerencial de dezembro de 2025 do KNCR11 traz atualizações relevantes, começando pelo aumento expressivo no valor distribuído aos cotistas. O dividendo anunciado foi de R$ 1,30 por cota, superando o valor de R$ 1,11 pago no mês anterior. Segundo a gestão, esse resultado foi impulsionado pela manutenção da taxa Selic em patamares elevados (15,00% ao ano) e pelo maior número de dias úteis em dezembro, o que beneficia a correção dos ativos indexados ao CDI. A rentabilidade isenta de imposto de renda representou 104% da taxa DI do período.

Houve uma aceleração significativa no ritmo de alocação de recursos em comparação ao mês passado. Enquanto em novembro o fundo investiu apenas R$ 50 milhões, em dezembro as aquisições somaram R$ 461,7 milhões. Entre as novas operações, destacam-se investimentos em CRIs lastreados em logística (FII Golgi), shoppings (HGBS e Iguatemi) e lajes corporativas (EZ Tower). A taxa média dessas novas aquisições foi de CDI + 1,79%, o que reflete o perfil High Grade (baixo risco) do fundo, focado em devedores de primeira linha.

O patrimônio líquido do KNCR11 apresentou crescimento, passando de R$ 9,40 bilhões em novembro para R$ 9,74 bilhões em dezembro, reflexo da captação de recursos e da valorização da cota patrimonial. Em termos de estratégia futura, a gestão informou possuir um pipeline robusto de aproximadamente R$ 750 milhões em novas operações em estruturação, com desembolsos previstos para as próximas 8 a 12 semanas, indicando que o fundo deve continuar ativo na compra de ativos no curto prazo.

A composição da carteira sofreu leves ajustes percentuais devido à entrada de novos recursos e ativos. A alocação em CRIs ficou em 85,8% do patrimônio, ligeiramente abaixo dos 87,7% do mês anterior, enquanto a posição em LCI aumentou para 7,9%, servindo como gestão de liquidez para o caixa. A taxa média da carteira (MTM) teve uma leve oscilação para baixo, fechando em CDI + 2,09% ao ano, comparado a CDI + 2,11% no mês anterior, movimento natural dada a entrada de ativos mais seguros com taxas menores.

Por fim, o fundo mantém uma posição confortável de reservas acumuladas. O valor não distribuído subiu para R$ 0,17 por cota, contra R$ 0,14 no relatório passado, o que oferece uma margem de segurança para a linearidade de distribuições futuras. A gestão reiterou que a carteira permanece saudável, sem qualquer evento de inadimplência ou problemas de crédito nos ativos investidos.

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