No relatório gerencial referente a dezembro de 2025, o fundo HSLG11 informou a manutenção da distribuição de dividendos em R$ 0,72 por cota, mesmo valor praticado no mês anterior. A gestão reafirmou o intervalo de previsão (guidance) para o primeiro semestre de 2026, estimando pagamentos mensais entre R$ 0,72 e R$ 0,76 por cota. O fundo encerrou o ano com uma reserva de resultados acumulada significativa de R$ 1,15 por cota, o que oferece uma margem de segurança para a linearidade das futuras distribuições.
O desempenho operacional continua sólido, mantendo 100% de ocupação física e financeira, sem registros de vacância ou inadimplência. O destaque comercial do mês foi a aplicação do reajuste inflacionário (IPCA acumulado de 4,68%) em um dos contratos do ativo HSI Log. Dutra, que representa cerca de 3,5% da área total do fundo. Apesar desse reajuste específico, o valor médio de locação de todo o portfólio permaneceu estável em R$ 26,10 por metro quadrado, o mesmo valor reportado em novembro.
No que tange aos resultados financeiros, o fundo gerou R$ 0,68 por cota em dezembro, um valor inferior ao distribuído. Esse resultado foi influenciado por despesas pontuais, incluindo custos com a realização de assembleias e o pagamento da última parcela de uma consultoria imobiliária contratada para a revisão de aluguel da locatária Profarma. Houve também um evento não recorrente positivo: o reconhecimento contábil de aproximadamente R$ 400 mil referentes a juros que não haviam sido contabilizados em outubro.
A estrutura de capital do HSLG11 mantém uma alavancagem líquida de 19,6%, estável em relação ao mês anterior. A lista de obrigações agora detalha as emissões recentes de CRIs para o financiamento da expansão do galpão BTS Meli, com taxas atreladas ao CDI. O custo da dívida consolidado é composto majoritariamente por indexação ao IPCA (57%), com o restante atrelado ao CDI.
A visão da gestão sobre o cenário macroeconômico permanece cautelosa. Diante da manutenção da taxa Selic em 15,00% ao ano pelo Copom, a projeção da gestora para o início do ciclo de cortes de juros foi mantida para março de 2026. O relatório aponta que o valor de mercado da cota teve uma apreciação em dezembro, fechando o ano com um retorno total bem acima do IFIX e do CDI, o que comprimiu ligeiramente o cap rate implícito (retorno imobiliário baseado no preço de tela) para 10,4%.