O relatório de agosto do HGRE11 trouxe como principal novidade o compromisso de venda do Imóvel Alegria, no centro de São Paulo, por R$ 115,5 milhões, valor apontado como prêmio superior a 100% sobre o último laudo de avaliação. O ativo estava 100% vago e, segundo a gestão, gerava custo sem receita. O lucro estimado é de R$ 42,7 milhões, cerca de R$ 3,62 por cota, a ser reconhecido conforme o recebimento das parcelas. A operação foi apresentada como parte da estratégia de reciclagem, com desinvestimento em ativos de qualidade inferior ao padrão A ou fora dos principais eixos de São Paulo. Na mesma linha, o HGRE11 anunciou o início da 10ª emissão de cotas, no valor total de R$ 700 milhões, com período de direito de preferência entre 08/09 e 18/09, após a aprovação informada no relatório de julho.
No resultado mensal, o HGRE11 registrou receita total de R$ 1,36 por cota e resultado distribuível de R$ 1,11 por cota, ante R$ 1,44 e R$ 1,15 em julho. O resultado de agosto foi beneficiado de forma não recorrente pela 3ª parcela da venda do Edifício Curitiba, com lucro de R$ 0,32 por cota, enquanto julho havia sido beneficiado pela venda de dois conjuntos do Berrini One. O rendimento anunciado foi mantido em R$ 0,85 por cota, em linha com o guidance de R$ 0,85 para o segundo semestre de 2026. A reserva acumulada subiu de R$ 2,58 por cota em julho para R$ 2,84 por cota em agosto. O patrimônio líquido subiu de R$ 1.732,9 milhões para R$ 1.779,3 milhões e a cota patrimonial foi de R$ 146,64 para R$ 150,56, enquanto o valor de mercado recuou de R$ 1.415,8 milhões para R$ 1.400,1 milhões e o P/VP passou de 0,82 vez para 0,79 vez.
Na operação, não houve movimentações de locatários em agosto e a vacância física ficou estável em 6,6%. A vacância financeira caiu de 8,1% para 6,9% com o fim do período de carência de dois locatários que somam 1.900 m². O número de locatários passou de 45 para 44, a ABL total seguiu em 143.387 m² e o prazo médio dos contratos passou de 4,7 anos para 4,6 anos. Houve reajustes em 28.754 m², com incremento de R$ 0,01 por cota na receita, patamar semelhante ao mês anterior. No comercial, a gestão cita a expansão de locatário no Guaíba aguardando aprovação em órgãos competentes e as tratativas finais para locação do 6º andar do Jatobá. O funil de locação mostra salto no volume em negociação comercial, de 1.942 m² em julho para 14.502 m² em agosto, com 4.229 m² em minutagem nos dois meses. A participação de ativos em São Paulo com classificação entre A e AAA subiu de 86% para 89% do valor patrimonial após a saída do Alegria, que zerou sua participação no portfólio.
No balanço, o HGRE11 fechou agosto com cerca de 84% dos ativos em imóveis, 12% em caixa e 7% em parcelas a receber, ante 86% em imóveis e 10% em caixa em julho. As parcelas a receber saltaram de R$ 18,0 milhões para R$ 125,0 milhões, com a inclusão de R$ 5,5 milhões em até 12 meses e R$ 110,0 milhões acima de 12 meses referentes ao Alegria, além de R$ 8,0 milhões da venda do Curitiba e R$ 1,5 milhão do Transatlântico. A alavancagem passou de 2,1% para 2,0%, com saldo devedor de R$ 36,1 milhões ligado ao CRI Chucri Zaidan e projeção de 1,8% ao fim de 2026. Em liquidez, o volume médio diário foi de R$ 2,3 milhões em agosto ante R$ 2,5 milhões em julho e o número de cotistas recuou de 144,5 mil para 143,9 mil.