O fundo HGCR11, gerido pela Pátria Investimentos e administrado pelo Banco Genial, apresentou em seu informe anual de competência 12/2025 diversas aquisições de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), como os identificados por 25A3191016 (R$ 30 milhões), 22L1668408 (R$ 21,7 milhões) e 24J4613741 (R$ 25 milhões), todas financiadas pelo caixa do fundo, alinhadas à sua política de investimentos em ativos imobiliários para maximizar retornos preservando o capital. A carteira é composta majoritariamente por CRIs, com valores contábeis variando de centenas de milhares a dezenas de milhões de reais, e avaliações a valor justo mostrando desvalorizações em vários ativos (como -60,76% em 17H0922936) e valorizações pontuais (como 11,61% em 24H2371051). Não há processos judiciais relevantes reportados.
No exercício de 2025, o HGCR11 distribuiu R$ 191,9 milhões em rendimentos aos cotistas, com resultado base caixa de R$ 196,1 milhões, em um ano desafiador para o setor imobiliário devido à alta de juros (NTN-Bs subiram mais de 200 bps) e deterioração fiscal, levando o fundo a ser negociado próximo de R$ 86 por cota e taxas implícitas líquidas de IPCA + 10,60%. Para 2026, o administrador projeta ciclo de alta de juros e inflação, mantendo alocações em spreads elevados com risco de crédito similar, e anunciou rendimento base de R$ 1,05 por cota em janeiro, com possibilidade de aumentos.
A remuneração do administrador e gestor foi de 0,80% ao ano sobre o valor de mercado das cotas, totalizando R$ 11,5 milhões pagos (0,76% do patrimônio). A base de cotistas é pulverizada, com 99.938 detentores e 100% das 15,4 milhões de cotas em faixas até 5% (86,37% pessoas físicas), sem representante de cotistas. Procedimentos para assembleias incluem consultas formais e participação remota via e-mail ou endereço físico no Rio de Janeiro, e políticas de divulgação de fatos relevantes seguem normas da CVM para transparência.