HGCR11

PÁTRIA RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS - FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO - RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/12/2025

Entrega

23/01/2026 18:12

Resumo

O relatório gerencial de dezembro de 2025 do HGCR11 traz resultados robustos, impulsionados por movimentações estratégicas importantes na carteira. O fundo apresentou um resultado distribuível de R$ 1,13 por cota, um aumento significativo em relação aos R$ 0,91 registrados em novembro. Apesar desse resultado elevado, a distribuição de rendimentos aos cotistas foi mantida em R$ 1,00 por cota, o que permitiu ao gestor aumentar a reserva de lucros acumulada para R$ 0,75 por cota, fortalecendo a segurança para distribuições futuras.

Esse resultado acima da média foi gerado principalmente pelo giro da carteira. O destaque foi a venda total da posição nos CRIs GPA Sênior e GPA Subordinado, que gerou um lucro de R$ 0,47 por cota, e outras vendas menores que somaram R$ 0,02 positivos. Por outro lado, houve um impacto negativo de R$ 0,16 por cota devido à venda da posição no fundo imobiliário GAME11. O gestor utilizou os lucros das vendas dos CRIs para compensar esse prejuízo e realizar uma reciclagem na carteira de FIIs, trocando a posição de GAME11 por uma nova alocação de R$ 50 milhões no FII GARE11.

Além da alocação no fundo GARE11, o HGCR11 realizou novos investimentos em CRIs. Foram alocados R$ 8,5 milhões no CRI WTC (taxa de CDI + 2,01%) e R$ 8,5 milhões no CRI Carrefour, este último com uma taxa pré-fixada de 14% ao ano. O fundo também aumentou sua exposição em ativos que já faziam parte do portfólio, como os CRIs Ecopark II, JFL Lorena II e Mega Moda. A exposição a fundos imobiliários subiu de 6,9% em novembro para 9,3% do patrimônio líquido em dezembro.

Um ponto de atenção importante trazido pela gestão refere-se à expectativa de rendimentos futuros. O relatório informa que o guidance (projeção) de distribuição está sob reavaliação devido à desaceleração recente da inflação, que deve impactar as receitas do fundo no curto prazo. Como 90% da carteira de CRIs está indexada ao IPCA, uma inflação mais baixa tende a reduzir a correção monetária recebida pelo fundo.

Em relação aos ativos em monitoramento especial, houve uma novidade relevante no caso do CRI Quota, que estava inadimplente. Em dezembro, foi assinado um contrato para a venda do imóvel que serve de garantia para a operação, pelo valor bruto de R$ 100 milhões. O fundo já recebeu um sinal de 5% e o restante depende do cumprimento de condições precedentes. Essa venda visa solucionar a inadimplência e recuperar o capital investido, embora o resultado final e o impacto por cota só sejam divulgados após a conclusão da transação.

Por fim, o fundo encerrou o ano sendo negociado a 100% do seu valor patrimonial (P/VP de 1,00), uma valorização em relação ao mês anterior, quando negociava com desconto a 0,95. A liquidez diária permaneceu estável na casa dos R$ 3,5 milhões. O cenário macroeconômico descrito pelo gestor é otimista para 2026, com a percepção de fim do ciclo de alta de juros e convergência da inflação, o que tem beneficiado a valorização das cotas no mercado secundário.