O relatório de julho de 2026 do GZIT11 mostra uma manutenção da trajetória operacional positiva, com alguns pontos novos relevantes em relação ao relatório de junho.
A principal novidade operacional é a taxa de ocupação, que subiu para 96,9% (ante 95,7% em junho e 95,5% em julho de 2025). O salto é explicado principalmente pela retomada da ocupação técnica do edifício do Prado Boulevard, que passou de 75,0% para 92,9% em apenas um mês. O SSS acumulado do ano atingiu 3,0%, acima dos 2,2% do mesmo período de 2025, e o SSS mensal foi de 4,7% contra -0,7% em junho, quando o resultado havia sido afetado pela Copa do Mundo. As vendas totais de julho somaram R$ 220,5 milhões, com crescimento de 4,5% na comparação anual.
O Shopping Light segue como destaque: no acumulado do ano registrou alta de 34% no fluxo de veículos e 6% no fluxo de pedestres, com SSS acumulado de 11,1% e vendas/m² de R$ 13.223, muito acima da média do portfólio.
No campo de riscos, o evento mais importante comunicado é o pedido de Recuperação Judicial do Grupo Casas Bahia, que anunciou o fechamento de 298 lojas. No portfólio, apenas o Internacional Shopping é afetado, e a gestão informou que já negocia com potenciais ocupantes para a área, buscando inclusive qualificar o mix e capturar aumento de aluguel. Outro ponto de atenção é a inadimplência líquida, que subiu para 2,5% em julho (contra -1,7% em junho e 1,4% no acumulado do ano).
Sobre resultados, o NOI acumulado ficou em R$ 88,1 milhões, redução de 4,0% em relação a 2025, influenciada pela taxa de administração (R$ 941,5 mil no ano, não existente antes) e por um efeito não recorrente de R$ 1,3 milhão no Internacional Shopping ligado à venda do terreno da Av. Rotary. O resultado caixa acumulado atingiu R$ 66,0 milhões, queda de 6,6%, também pressionada pelo aumento das despesas financeiras decorrente da nova curva de amortização do CRI (a partir de junho, a amortização mensal subiu para cerca de R$ 1,8 milhão).
Quanto à distribuição, o fundo reduziu o rendimento de R$ 0,42 para R$ 0,36 por cota (DY de 0,9% mensal), em linha com a estimativa já antecipada no relatório anterior, mantendo a estratégia de linearização no intervalo de R$ 0,33 a R$ 0,39 para o segundo semestre. Vale notar que a reserva de rendimentos acumulada está praticamente esgotada: R$ 155 mil (R$ 0,01 por cota), contra R$ 1,2 milhão em junho, o que significa que as distribuições passam a depender quase integralmente do fluxo de caixa corrente.
No endividamento, o saldo bruto do CRI ficou em R$ 833,2 milhões, com caixa de R$ 73,4 milhões e dívida líquida de R$ 759,8 milhões (em junho eram R$ 744,8 milhões líquidos). Não houve compra ou venda de imóveis no período.
O Capex acumulado chegou a R$ 44 milhões, com destaque para o Deck Park no Internacional Shopping, que alcançou 91% de avanço físico e é apontado pela gestão como a principal alavanca de crescimento do resultado operacional e da capacidade de distribuição futura.
Por fim, o valor de mercado recuou para R$ 944,5 milhões (R$ 40,54 por cota, ante R$ 41,50 em junho), enquanto o valor patrimonial por cota se manteve praticamente estável em R$ 86,89, ampliando o desconto de mercado sobre o patrimônio. A liquidez diária média caiu de R$ 466 mil para R$ 342 mil no mês.