O relatório de demonstrações financeiras auditadas do fundo GZIT11, relativo a 31 de dezembro de 2025, apresenta opinião limpa da Grant Thornton, confirmando que as contas refletem adequadamente a posição patrimonial e financeira conforme práticas contábeis brasileiras para FIIs. O ativo totalizou R$ 2,808 bilhões, com propriedades para investimento em R$ 2,345 bilhões (118,56% do PL), incluindo shoppings como Internacional Guarulhos, Morumbi Town, Prado Boulevard e Light, avaliados a valor justo por laudos da Cushman & Wakefield. Cotas de FIIs somaram R$ 344 milhões (17,38% do PL), concentradas no Mais Shopping FII (100% detido). O patrimônio líquido foi R$ 1,978 bilhão, ante R$ 1,998 bilhão em 2024.
O lucro líquido do exercício alcançou R$ 93 milhões (R$ 4,25 por cota), contra R$ 3 milhões (R$ 0,15 por cota) em 2024, impulsionado por receitas de locações de R$ 162 milhões (aluguéis, estacionamento, quiosques etc.), ajuste positivo de R$ 8 milhões nas propriedades e rendimentos de FIIs de R$ 28 milhões, menos despesas de juros de captações em R$ 80 milhões. As obrigações por cessão de créditos imobiliários cresceram para R$ 810 milhões (41% do PL), via CRI lastreado em recebíveis de shoppings com True Securitizadora, atualizado por IPCA + 5,89% a.a. até 2037. O valor patrimonial por cota ficou em R$ 90,56, ante R$ 91,48.
O fluxo de caixa operacional foi negativo em R$ 2 milhões, com investimentos positivos de R$ 32 milhões em benfeitorias e financiamento negativo de R$ 159 milhões por distribuições e pagamentos de dívida. Rendimentos distribuídos totalizaram R$ 113 milhões (R$ 5,04 médio por cota), superando 95% dos lucros por caixa, com retenção de R$ 8 milhões para liquidez. O fundo alterou para estrutura de Responsabilidade Limitada e aprovou emissões recentes, com cotação de fechamento em dezembro/2025 a R$ 46,47.