No relatório de junho de 2026 do CPUR11, o gestor informa a assinatura de um memorando de entendimentos para a venda de três ativos locados ao Assaí, localizados em Macaé, Porto Velho e Araçatuba, que estão atrelados a um único CRI. A operação prevê cap rate de 7,25%, resultado imobiliário estimado em R$16 milhões, com o comprador assumindo o saldo devedor e pagamento em sinal mais duas parcelas anuais, condicionada à conclusão do diligenciamento em andamento. No relatório de maio, o gestor já indicava negociações avançadas para venda de ativos visando redução de endividamento, mas sem detalhes específicos sobre esses três imóveis.
A distribuição de rendimentos manteve-se em R$0,10 por cota em junho, com dividend yield anualizado de 12,42% sobre a cota de fechamento, alinhado ao guidance superior de R$0,10. No mês anterior, a distribuição também foi de R$0,10, e o guidance projetava R$0,09 estabilizado para os próximos 12 meses. O resultado caixa por cota em junho foi de R$0,09, inferior aos R$0,128 de maio, com registro de despesa de imposto sobre ganho de capital de R$1,098 milhão.
O número de cotistas caiu para 1.791 em junho, ante 1.860 em maio. O portfólio permanece com 15 imóveis, WAULT de 13,1 anos e ocupação física de 99,8%, estável em relação ao mês anterior. A alavancagem via CRIs está em R$250,6 milhões a IPCA + 5,36%, com evolução de amortização projetada até 2041, similar à composição de maio. Negociações para aquisição de novos ativos alinhados à estratégia seguem em curso, e o processo de reorganização do imóvel em Ribeirão Preto continua sem novas definições.
A receita por locatário mantém concentração em Assaí em 57,1%, e a composição geográfica e por indexador IPCA em 93,1% não apresentou alterações relevantes frente ao relatório anterior. O patrimônio líquido ficou em R$656,1 milhões, com valor de mercado de R$691,8 milhões e P/VP de 1,05.