CLIN11

CLAVE ÍNDICES DE PREÇOS FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/08/2026

Entrega

01/09/2026 11:28

Resumo

No relatório de agosto de 2026, o CLIN11 anunciou duas movimentações relevantes na carteira. O fundo adquiriu o CRI Meli, operação estruturada internamente, no valor de R$ 6,0 milhões e remuneração de IPCA + 8,80% ao ano, com lastro em contrato de locação na modalidade Build-to-Suit com o Mercado Livre, vencimento em maio de 2038 e alienação fiduciária de imóvel em Franco da Rocha (SP), com limite de LTV de 50% a partir de 2027. Em contrapartida, alienou o CRI LogCP (anteriormente listado como CRI BTLC), uma posição tática de R$ 15,5 milhões que havia sido adquirida a CDI + 1,15% e foi vendida a 100% do CDI, realizando ganho e reciclando o capital para operações consideradas "core" pelo gestor. Vale registrar também que o CRI BTLA, também com exposição ao Mercado Livre via antecipação de parcelas de locação, apareceu na carteira com 1,4% do patrimônio, sem que tivesse constado no relatório anterior.

A distribuição caiu de R$ 1,32 para R$ 1,00 por cota, reduzindo o yield mensal de 1,43% para 1,13% (14,47% ao ano contra 18,51% anterior). A gestora explica que o resultado de junho foi atipicamente impulsionado pela amortização extraordinária do CRI Malzoni e pela inflação mais elevada da época. Mesmo assim, o fundo gerou lucro de R$ 1,36 por cota em julho, acima do dividendo pago, e o resultado acumulado subiu de R$ 0,44 para R$ 0,80 por cota, indicando formação de reserva. No acumulado desde a 2ª emissão, a distribuição atingiu R$ 34,56 por cota, equivalente a 12,36% ao ano.

Os indicadores de mercado mostram pressão sobre a cota: o preço caiu de R$ 92,61 para R$ 88,31, enquanto a cota patrimonial subiu de R$ 97,60 para R$ 98,80. Com isso, o desconto sobre o valor patrimonial se aprofundou, saindo de cerca de 5% para aproximadamente 11%. O IFIX caiu 0,32% em julho, terceiro mês consecutivo de perdas, reflexo dos juros elevados, embora o gestor destaque que o segmento de recebíveis permanece resiliente.

Na alocação, a posição investida caiu de 93,1% para 89,3% do patrimônio, com aumento da caixa em renda fixa de R$ 29,8 milhões para R$ 49,9 milhões (7,0% para 10,7% do PL), recursos que a gestora afirma estar analisando para realocação. O spread médio da carte IPCA subiu de 10,13% para 10,45% ao ano e a duration se alongou: a fatia acima de 4 anos passou de 37% para 40%, enquanto a de até 2 anos caiu de 20% para 16%. A exposição a CDI praticamente desapareceu com a venda do LogCP (94% IPCA e 2% pré-fixado). Entre segmentos, logístico recuou de 17% para 15% e varejo subiu de 14% para 15%. A carteira segue com 31 operações, todas adimplentes.

No cenário macro, o gestor apontou dados domésticos mais benignos de inflação (IPCA-15 de 0,40%, com acumulo de 12 meses caindo de 4,52% para 4,24%) e atividade em acomodação, mas sinalizou cautela ao manter como cenário-base apenas mais um corte de 25 pontos-base na Selic, levando-a a 13,75% ao final do ciclo. Nos Estados Unidos, o tom mudou em relação ao relatório anterior: o mercado agora avalia entre manutenção ou eventual elevação dos juros do Fed, diante de inflação subjacente persistente.

Nos comentários setoriais, o gestor destacou um quadro mais dividido no residencial, que representa 30% do patrimônio: estoque elevado de imóveis de médio e alto padrão em São Paulo (26 meses de venda para unidades com mais de quatro dormitórios, maior nível desde 2017) convivendo com crédito imobiliário aquecido na Caixa, com o Minha Casa Minha Vida crescendo 38% no primeiro semestre e inadimplência habitacional recuando de 1,60% para 1,45%. Por isso, a originação segue concentrada em empresas de alta qualidade de crédito atuantes no segmento de baixa renda. No logístico, mantém a leitura de vacância historicamente baixa, destacando a valorização dos aluguéis em Guarulhos, que reforça a garantia do CRI IBL. Em shopping centers, segue originando operações em ativos resilientes de padrão AAA. Os setores em estruturação continuam sendo residencial, logístico e shoppings AAA.