O CACR11 encerrou agosto com cota de mercado de R$ 16,16 ante R$ 15,75 em julho e cota patrimonial de R$ 92,59 ante R$ 102,16, com patrimônio líquido de cerca de R$ 447,8 milhões ante R$ 494,0 milhões no mês anterior e relação P/VP de 17,45 por cento ante 15,42 por cento em julho. A base de cotistas somava 23.734 investidores com queda de 1,16 por cento no mês e o volume negociado somou R$ 12,8 milhões com liquidez diária média de R$ 609 mil ante R$ 586 mil em julho. No mês o resultado caixa foi de R$ 0,04 por cota com distribuição de R$ 0,04 por cota com pagamento em 9/9/2026, após dois meses zerados em junho e julho, e a gestora informa que a prioridade momentânea segue sendo o uso da liquidez para andamento das obras. Além disso foi paga em 28/8/2026 a distribuição extraordinária de R$ 1,16 por cota referente ao saldo do resultado caixa do primeiro semestre de 2026, com data-base em 21/8/2026, cumprindo a decisão da assembleia de cotistas.
Nos informes da gestão, o CACR11 manteve o tema da renúncia da BRL Trust como administradora comunicada em 10/7/2026, com permanência por até 180 dias até aprovação de substituto, e agora informa estar em contato com instituições administradoras para a substituição. Sobre a auditoria das demonstrações financeiras de 2025 pela RSM Brasil, a gestora diz que segue em andamento, que tem prestado informações quando solicitada e que notificou extrajudicialmente o administrador em 14/9/2026 para obter posicionamento definitivo, citando que a restrição de liquidez e a suspensão de dividendos estariam impactando o trabalho. A novidade do mês foi a liquidação da Trustee DTVM anunciada pelo Banco Central em 3/9/2026, que atua como agente fiduciário em algumas operações investidas do CACR11, com relato de dificuldades de comunicação e de direcionamento de recursos para obras e busca ativa pela substituição nas operações impactadas.
Na carteira houve mudança relevante com a saída integral do CRI Helvetia, alienado por R$ 23,5 milhões à vista mais earn-out conforme comunicado de 13/8/2026 já citado no relatório de julho, e a saída do saldo residual do CRI Station, de modo que o CACR11 passou de nove para sete empreendimentos e o principal da carteira caiu para cerca de R$ 434,4 milhões ante R$ 492,5 milhões em julho. Com isso a classe CRI passou a representar 96,18 por cento e o caixa 3,82 por cento ante 94,74 por cento e 5,25 por cento antes, e a taxa média ficou em IPCA mais 12,7554 por cento ao ano ante IPCA mais 12,7827 por cento. O saldo de correção monetária mais juros acruados não caixa caiu para R$ 23,9 milhões ou R$ 4,94 por cota ante R$ 26,0 milhões ou R$ 5,39 por cota, com adição de R$ 962 mil de IPCA e juros incorporados, amortização de R$ 60 mil e destravamento de R$ 3,05 milhões com a venda dos papéis do CRI Helvetia no secundário. A gestora repete que o fundo segue com exposição acima do limite regulatório em determinados projetos e que o gradual reenquadramento via secundário e coinvestidores deve se estender por 2027.
Na DRE em regime de caixa as receitas de agosto somaram R$ 307,7 mil ante R$ 217,1 mil em julho, com juros de R$ 127,3 mil, amortização de correção de R$ 60,0 mil e renda fixa de recursos em caixa de R$ 92,4 mil ante apenas R$ 665 em julho, enquanto as despesas foram de R$ 129,1 mil ante R$ 116,8 mil, levando a resultado caixa de R$ 178,6 mil ante R$ 100,4 mil e resultado por competência de R$ 1,02 milhão ante R$ 6,79 milhões. Nos empreendimentos restantes, o Mallorca avançou nas vendas para 44 por cento ante 35 por cento com obra em 36,54 por cento ante 36,01 por cento e garantias totais citadas de R$ 77,8 milhões ante R$ 68,4 milhões, o Alto Lindóia fase 1 manteve 74 por cento vendido e fase 2 em 20 por cento com obra em 32,60 por cento ante 31,94 por cento, o Real Park foi a 14,81 por cento de obra ante 14,41 por cento ainda aguardando registro de incorporação do modificativo, o Viva ficou sem evolução na contenção em 7,04 por cento com 109 reservas e lançamento da fase 1 previsto junto à equalização de recursos, o Savoie passou a 12 reservas ante 13 aguardando aprovação do modificativo e registro de incorporação, enquanto Monte Cristo segue 75 por cento vendido com obra finalizada e Santo André segue em fase pré-comercial com VGV previsto de R$ 473 milhões.