O relatório apresenta as demonstrações financeiras do CACR11 em 31 de dezembro de 2025, auditadas pela RSM Acal, que emitiu abstenção de opinião por não ter acesso às demonstrações de transferência de 1º de dezembro de 2025 nem aos papéis de trabalho do auditor anterior, impedindo a verificação dos saldos iniciais. Houve mudança de administrador para BRL Trust em 2 de dezembro de 2025. O ativo totalizou R$ 413,5 milhões (114% do PL), com destaque para certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) em R$ 380,5 milhões (105% do PL), cotas de fundos de renda fixa em R$ 10,9 milhões e outros recebíveis em R$ 22,2 milhões. O patrimônio líquido foi de R$ 361,4 milhões, contra R$ 458,5 milhões em 2024, com passivo de R$ 52,1 milhões, incluindo R$ 23,1 milhões em obrigações compromissadas.
No período de 2 a 31 de dezembro de 2025, o fundo registrou lucro de R$ 10,6 milhões (R$ 2,18 por cota), impulsionado por rendimentos e resultados em transações de CRIs, menos ajustes ao valor justo. De janeiro a 1º de dezembro de 2025, houve prejuízo de R$ 29,4 milhões (R$ -6,09 por cota), e em 2024 lucro de R$ 44,1 milhões (R$ 9,11 por cota). O valor patrimonial da cota caiu para R$ 74,73 de R$ 94,81 em 2024. Foram distribuídos R$ 6,5 milhões em rendimentos a cotistas no final de 2025.
A carteira é concentrada em CRIs com garantias como alienação fiduciária de imóveis e fianças, sem cotas de FIIs. Os fluxos de caixa mostraram saída operacional e de investimento, com financiamento via distribuições. O relatório detalha riscos como crédito, mercado, liquidez e concentração, além de um evento subsequente em fevereiro de 2026 com reavaliação de CRIs elevando o PL em cerca de 26%.