O relatório gerencial de abril de 2026 do CACR11 indica que a gestão optou por reter integralmente o resultado do mês, sem distribuir rendimentos aos cotistas, diferentemente do pagamento de R$ 1,20 por cota feito em março. O resultado em regime de caixa chegou a R$ 1,24 por cota em abril, e o acumulado do semestre atingiu R$ 1,61 por cota distribuíveis, considerando o mínimo de 95% exigido pela legislação. Essa retenção visa reforçar o caixa para o avanço das obras, conforme comunicado de 30 de abril.
Os principais fatores citados para a decisão incluem atrasos maiores que o projetado na aprovação do projeto modificativo do Savoie, com expectativa frustada de geração de cerca de R$ 7 milhões; prazo mais longo para o registro do modificativo do Viva, com impacto estimado de R$ 8 milhões; e atraso de aproximadamente cinco meses no Habite-se do Station, liberado em 27 de abril após liminar judicial. Além disso, há inércia no CRI Helvetia, com AGT de 14 de maio aprovando a não declaração de vencimento antecipado condicionada ao pagamento do saldo até 22 de maio.
No portfólio, observa-se evolução em alguns projetos: o Real Park atingiu 11,01% de avanço físico com início de concretagem e treinamento comercial com 15 imóveis de alto padrão; o Savoie marcou 10 unidades reservadas no modelo off-market; o Viva registrou 114 reservas, equivalentes a 30% das 378 unidades da fase 1; e o Santo André avançou em conversas com marcas de luxo para embandeiramento. O Station, por sua vez, concluiu a obra em 98,88% e iniciou o processo de registro para amortização do CRI após o Habite-se.
A cota patrimonial subiu para R$ 96,03, ante R$ 94,86 em março, enquanto a de mercado recuou ligeiramente para R$ 81,33. O saldo de IPCA acumulado não caixa aumentou para R$ 5.608.572, ou R$ 1,16 por cota, contra R$ 3.474.075 ou R$ 0,72 por cota no mês anterior. O patrimônio líquido cresceu para R$ 464.435.995,34, comparado a R$ 458.752.972,50 anteriormente, e a base de cotistas chegou a 26.588 investidores.
A carteira permanece composta majoritariamente por CRIs indexados ao IPCA, com taxa média em torno de 12,75% ao ano. A gestão manteve a abordagem ativa, com atuações no mercado secundário de CRI para reciclagem da carteira e redução de exposição, alinhada ao plano de reenquadramento até dezembro de 2026.