O documento apresenta uma proposta da administradora do fundo CACR11 para a assembleia geral extraordinária, que visa aprovar a não distribuição de rendimentos correspondentes a pelo menos 95% dos resultados auferidos no primeiro semestre de 2026. Os recursos retidos seriam direcionados para manutenção de liquidez, reinvestimentos nos imóveis do patrimônio do fundo ou pagamento de despesas extraordinárias. A consulta formal ocorre de forma não presencial, com votação até o dia 16 de julho de 2026.
A gestora justifica a medida explicando que o primeiro semestre de 2026 trouxe impactos significativos na liquidez do CACR11, que historicamente ficava entre 8% e 10% do patrimônio líquido. Com isso, a prioridade passou a ser reduzir os dividendos e usar o caixa disponível para dar andamento às obras em curso, preservando as garantias das operações. A retenção temporária dos recursos foi avaliada como mais adequada para proteger o patrimônio dos cotistas do que uma distribuição imediata, já que estratégias como obtenção de autorizações, aumento de vendas e captação de coinvestidores ainda demandam tempo para gerar resultados concretos.
A expectativa é de que a liquidez seja restabelecida gradualmente ao longo do segundo semestre de 2026, com a possível concretização de eventos como o registro do projeto Amalfi Itaparica, aprovação do empreendimento Savoie, replanejamento das vendas do Mallorca e lançamento do Real Parque. A administrador ressalta que a decisão não reflete perda de perspectiva sobre os ativos e reforça o compromisso em atuar de forma prudente para atender aos interesses dos cotistas.