No relatório gerencial de janeiro 2026 do CACR11, o principal destaque é a remarcação da carteira de CRIs divulgada em Fato Relevante em 2/2/2026 pela administradora BRL Trust, que assumiu em dezembro de 2025 com avaliação independente. Isso gerou impacto positivo de 25,68% no patrimônio líquido, elevando-o para R$ 458,8 milhões e a cota patrimonial para R$ 94,87, ante R$ 74,73 em dezembro 2025. Os maiores ajustes ocorreram nos CRIs Viva (Amalfi), de R$ 61,4 milhões para R$ 97 milhões; Santo André, de R$ 82 milhões para R$ 111 milhões; Savoie, de R$ 37,3 milhões para R$ 54 milhões; e Real Park, de R$ 22 milhões para R$ 35,6 milhões.
A cota de mercado fechou em R$ 85,11 em 30/1/2026, com P/VP de 89,71%, ante 106,97% em 31/12/2025; pro-forma descontando IPCA acruado não caixa de R$ 0,40 por cota (reduzido de R$ 0,70 em dezembro), o P/VP seria 90,09%. O dividend yield mensal sobre cota de mercado foi de 1,41%, e nos últimos 12 meses de 18,89%; o fundo distribuiu R$ 1,20 por cota em 9/2/2026, dentro do guidance de R$ 1,20 a R$ 1,30 para o 1S2026 divulgado no relatório anterior, correspondendo a 121% do CDI mensal.
Houve amortizações de principal e IPCA em oito CRIs, totalizando cerca de R$ 1 milhão em principal (Helvetia R$ 171 mil, Station R$ 425 mil, entre outros), e venda de CRI no mercado secundário gerando ganho de R$ 2,53 milhões em spread e juros, além de destravamento de R$ 2,05 milhões em IPCA acruado. Isso reduziu o IPCA acumulado não caixa para R$ 1,96 milhões (R$ 0,40/cota), de R$ 3,38 milhões em dezembro 2025. Na DRE gerencial, receitas somaram R$ 8,17 milhões (juros R$ 5,2 milhões, secundário R$ 2,53 milhões), com resultado caixa de R$ 7,84 milhões e distribuído R$ 5,80 milhões.
A gestão menciona posição vendida especulativa de 238.537 cotas (4,93% do total) em 31/1/2026, a preço médio de R$ 80,71 contra cota de mercado de R$ 85,11. O fundo excede limites regulatórios em alguns projetos, com plano de reenquadramento via novas aquisições de CRIs até dezembro 2026 para viabilizar amortizações à medida que projetos maturam.
Na carteira de CRIs (95,85% do PL, R$ 480,6 milhões), todos indexados a IPCA com taxa média de 12,75% a.a., vendas variam: Station 70%, Monte Cristo 75%, Alto Lindóia fase 1 72% e fase 2 5%, Chianti 49%, Mallorca 30%, Helvetia 23%; projetos como Viva (Amalfi), Real Park e Santo André preveem lançamentos no 1T2026. Obras avançam: Station 97,7% (+1% m/m), Mallorca 22,2% (+3,2% m/m), Chianti 46,9% (+2,3% m/m), Alto Lindóia 27,3% (+1,9% m/m). Base de cotistas cresceu 5,92% m/m para 26.928, com liquidez diária média de R$ 1,7 milhão e volume mensal de R$ 36 milhões (giro de 7,9% do PL).