No relatório gerencial de julho de 2026 do CACR11, o principal destaque é a conclusão da alienação integral do CRI Helvetia por R$ 23,5 milhões à vista, mais earn-out de participação no resultado futuro da recuperação do crédito, conforme comunicado de 13/8/2026. A operação visa recompor o caixa do fundo para atender à deliberação da última assembleia sobre a distribuição de resultados do primeiro semestre de 2026.
Com a entrada desses recursos, a gestora informou que realizará a distribuição do saldo de resultado apurado pelo regime de caixa no 1S2026, anteriormente retido por falta de liquidez. O valor e a data do pagamento, com data-base em 30/6/2026, serão comunicados em breve após alinhamento com a administradora.
O patrimônio líquido do CACR11 subiu para R$ 494.055.279,42 em julho, contra R$ 478.755.802,87 em junho. A cota patrimonial avançou de R$ 98,99 para R$ 102,16, enquanto a cota de mercado caiu de R$ 27,35 para R$ 15,75, reduzindo a relação P/VP de 27,63% para 15,42%. O IPCA acruado não caixa por cota aumentou de R$ 3,98 para R$ 5,39, totalizando R$ 26.055.501 na carteira.
A base de cotistas recuou para 24.012 investidores, queda de 3,55% no mês. O volume negociado foi de R$ 13,4 milhões, equivalente a giro de 2,7% do PL, abaixo dos R$ 16,9 milhões e 3,5% registrados em junho.
Sobre a renúncia da BRL Trust, a gestora manteve o contato com duas instituições para substituição, dentro do prazo de até 180 dias previsto na Resolução CVM 175/22. O processo de auditoria das demonstrações de 2025 pela RSM Brasil continua em andamento.
A carteira permanece composta majoritariamente por CRIs indexados ao IPCA, com taxa média de 12,78% a.a. em julho, contra 12,75% no mês anterior. Os empreendimentos mantêm os mesmos percentuais de vendas e avanços de obra reportados em junho, sem alterações significativas nos status de execução.