O fundo CACR11 comunicou a decisão estratégica de não distribuir rendimentos referentes a abril de 2026, visando preservar o caixa em meio ao cenário macroeconômico negativo e de crédito no Brasil, que afeta a incorporação imobiliária com juros altos, endividamento familiar elevado, custos crescentes de materiais e mão de obra, redução de vendas e atrasos em repasses. Apesar de um resultado de R$ 1,24 por cota no regime caixa, os recursos serão aplicados em projetos em andamento para garantir a continuidade das obras e preservar as garantias vinculadas às operações.
Nos últimos cinco anos, o CACR11 entregou rendimentos consistentes aos cotistas, com média de R$ 1,38 por cota, graças à precificação adequada dos riscos, qualidade dos ativos e gestão proativa, tendo concluído 14 empreendimentos com 1.772 unidades e R$ 956,4 milhões em VGV. A suspensão ocorre mesmo com estruturas de garantias reais adequadas, mantendo inalterada a qualidade da carteira.
Fatores adicionais incluem atrasos na aprovação de projetos modificativos na Bahia e São Paulo, além de suspensão judicial de Habite-se em São Paulo, postergando lançamentos de vendas dos empreendimentos Savoie, Viva e Real Parque, e repasses do Station, de dezembro de 2025 para maio de 2026. A gestora espera alívio com o fluxo de vendas nos próximos meses, visando retomar gradualmente a distribuição de dividendos, e reforça seu compromisso com diligência e transparência.