O documento apresenta as demonstrações contábeis do CACR11 em 1º de dezembro de 2025, data da transferência de administração do fundo para o Banco Daycoval S.A., referentes ao período de 1º de janeiro a 1º de dezembro de 2025. Os auditores independentes da MCS Markup emitiram opinião sem ressalvas, confirmando que as demonstrações refletem adequadamente a posição patrimonial e os resultados conforme práticas contábeis brasileiras para fundos imobiliários. Os principais assuntos auditados foram a avaliação dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que somam R$ 385,727 mil e representam 107,93% do patrimônio líquido (PL), e o cálculo da distribuição de rendimentos, ambos considerados adequados.
No balanço patrimonial, o ativo total chega a R$ 406,944 mil, com caixa e equivalentes de R$ 21,211 mil e CRIs como principal investimento, diversificados em emissões com taxas atreladas ao IPCA mais spreads entre 12,68% e 14%, garantidos por alienação fiduciária de imóveis e outros. O PL é de R$ 357,374 mil, com valor unitário da cota de R$ 73,8938 para 4,836 milhões de cotas. O passivo totaliza R$ 49,570 mil, incluindo R$ 20,675 mil em operações compromissadas lastreadas em CRIs e R$ 6,336 mil a distribuir aos cotistas.
O fundo registrou resultado negativo de R$ 24,992 mil nos investimentos, principalmente por desvalorização nos CRIs de R$ 26,878 mil, resultando em prejuízo líquido de R$ 29,432 mil ou R$ 6,0856 por cota, após encargos de R$ 4,440 mil com gestão, administração e outros. Foram distribuídos R$ 71,723 mil aos cotistas, superando o mínimo de 95% exigido, ajustado pelo regime de caixa conforme norma da CVM. O fluxo de caixa mostrou redução de R$ 15,378 mil no caixa, com alta rotatividade na carteira de CRIs via aquisições de R$ 610,117 mil e vendas de R$ 572,449 mil. Não houve emissões, resgates ou amortizações de cotas, e o regulamento foi atualizado para adequação à Resolução CVM 175/22.