O BTHF11 apresentou em agosto um resultado de R$ 0,100 por cota e manteve a distribuição em R$ 0,101 por cota, repetindo o guidance de R$ 0,100 a R$ 0,105 por cota para o segundo semestre de 2026 que já havia sido anunciado no mês anterior. O retorno total em 12 meses foi informado em 22% contra 11% do IFIX, bem acima dos 11% contra 9% do IFIX mostrados no relatório de julho.
A principal novidade do mês foi o anúncio da aquisição de 76% do Shopping Pátio Cianê, no centro de Sorocaba/SP. O valor total é de R$ 220,4 milhões, equivalente a cerca de R$ 11,3 mil por m2, com pagamento dividido em R$ 78,2 milhões à vista, R$ 44,1 milhões em 12 meses e R$ 98,1 milhões em 24 meses. Do valor à vista, R$ 67 milhões vêm de assunção de dívida a IPCA + 7,65% ao ano com vencimento em janeiro de 2034 e R$ 11 milhões de capital próprio. O gestor estima cap rate de 10,7% ao ano e renda adicional de R$ 0,094 por cota nos próximos 12 meses. O ativo tem cerca de 19.520 m2 de ABL própria, em torno de 140 lojas, foi inaugurado em 2013, é administrado pela Alqia, teve R$ 314 milhões de vendas nos últimos 12 meses com alta de 7,0% e SSS de 8,0%, e ocupação de 86,4%.
Na movimentação da carteira, o BTHF11 girou cerca de R$ 60 milhões no secundário em agosto, contra R$ 123 milhões em julho, com recomposição líquida de R$ 50,2 milhões de caixa. O destaque foi a venda short de FIIs em emissão como MXRF11 e BTLG11, além da redução da exposição em BTCI11, que caiu de 2,85% do PL para 1,68% do PL. Com o caixa, o fundo integralizou R$ 88 milhões em CRIs com foco em IPCA e duration mais longa, sendo CRI Atlas a IPCA + 10,4% ao ano, CRI Meli Cajamar a IPCA + 8,9% ao ano e CRI Amazon Cajamar a IPCA + 8,7% ao ano. No mês anterior o foco tinha sido R$ 30 milhões em cotas mezanino do Itaú Log CP e R$ 13 milhões no CRI JHSF.
Essa troca mudou a composição da carteira. O BTHF11 encerrou agosto com 42% em FIIs de tijolo, 18% em FIIs de papel, 24% em CRIs, 12% em caixa, 1% em ativos reais e 1% em ações, contra 39% em tijolo, 24% em papel, 20% em CRIs, 13% em caixa e 2% em ativos reais em julho. A carteira de CRIs subiu de R$ 410 milhões para R$ 492 milhões, com taxa média de CDI + 2,4% e IPCA + 10,1%, e a participação do IPCA nos CRIs subiu de 63,8% para 69,4% enquanto o CDI caiu de 34,3% para 29,0%. A duration média dos CRIs alongou de 3,04 anos para 3,26 anos. Nos FIIs, a fatia de fundos de CRI caiu de 35% para 28% da carteira de FIIs, enquanto renda urbana foi de 19% para 22% e logística de 7% para 11%.
Nos indicadores, o valor de mercado do BTHF11 passou de R$ 1,836 bilhão para R$ 1,798 bilhão e a cota de mercado de R$ 8,82 para R$ 8,75, enquanto o patrimônio líquido foi de R$ 2,053 bilhões para R$ 2,010 bilhões e a cota patrimonial de R$ 9,86 para R$ 9,78, mantendo o P/VP em 0,89x. O dividend yield informado subiu de 13,74% para 14,77%, o número de cotistas recuou de 316.633 para 313.907 e o ADTV ficou estável em R$ 3,61 milhões. O relatório mantém o conceito de duplo desconto, com upside de 28,6% considerando o patrimonial dos FIIs investidos, contra 33,2% no mês anterior.