No mês de junho de 2026 o BTHF11 registrou resultado de R$0,095 por cota, abaixo dos R$0,113 do mês anterior, enquanto a distribuição se manteve em R$0,101 por cota e o gestor manteve o guidance de R$0,100 a R$0,105 por cota para o segundo semestre de 2026. O retorno total em 12 meses caiu para 18% frente aos 31% registrados no relatório de maio, contra variação do IFIX de 12% no período recente e 16% no anterior.
O principal movimento destacado foi o encerramento da operação estruturada no Shopping Pátio Maceió, com TIR de 20,07% ao ano em 28 meses, que liberou R$121 milhões em caixa para o fundo, recursos que serão direcionados a novas alocações em deals estruturados e CRIs IPCA com duration alongada. No mês foram realizadas R$140 milhões em operações no mercado secundário utilizando R$9,9 milhões de caixa, incluindo a alocação de R$10 milhões no CRI Amazon a IPCA +8,7%.
A composição da carteira apresentou alterações relevantes, com FIIs tijolo subindo de 38% para 42%, Ativos Reais caindo de 7% para 1% após o desinvestimento mencionado, FIIs de papel em 20%, CRIs em 20% e caixa em 16%. O valor de mercado do BTHF11 ficou em R$1,900 bilhão com cota a R$9,23, enquanto o valor patrimonial recuou para R$2,053 bilhões e cota patrimonial de R$9,97, resultando em P/VP de 0,93x contra 0,92x do mês anterior.
O número de cotistas diminuiu para 316.633 de 320.236, e o ADTV se manteve em R$3,76 milhões. O caixa do fundo passou a render 105,72% do CDI, com alocação de R$181 milhões em Tesouro Selic e R$70 milhões em compromissada.
No mês a carteira de CRIs recebeu um novo ativo, o CRI Amazon, e a duration média ponderada dos CRIs ficou em 3,04 anos. As receitas recorrentes representaram a maior parte do resultado, com destaque para FIIs na linha de renda.