No relatório de julho de 2026 do BTHF11, a composição da carteira apresentou alterações em relação ao mês anterior. A exposição a FIIs tijolo caiu de 42% para 39%, enquanto a fatia em FIIs de papel subiu de 20% para 24%. A alocação em CRIs permaneceu em 20%, o caixa reduziu de 16% para 13%, os ativos reais aumentaram de 1% para 2% e as ações se mantiveram em 1%.
Na movimentação do mês, o fundo realizou operações de R$ 123 milhões no mercado secundário, com recomposição líquida de R$ 52,2 milhões em caixa. O principal movimento foi o encerramento da posição em TRXF11, concluindo o ciclo de desinvestimento iniciado em dezembro de 2025, que gerou lucro líquido de R$ 38 milhões. Com parte do caixa, foram integralizados R$ 30 milhões em cotas mezanino do Itaú Log CP a IPCA + 11,8% a.a. e R$ 13 milhões no CRI JHSF a IPCA + 9,73% a.a., dando continuidade à estratégia de aumento de exposição a IPCA com duration mais alongada.
O resultado do mês foi de R$ 0,102 por cota, acima dos R$ 0,095 registrados em junho. A distribuição se manteve em R$ 0,101 por cota, dentro do guidance de R$ 0,100 a R$ 0,105 por cota anunciado para o semestre e estendido ao segundo semestre de 2026. O retorno total em 12 meses ficou em 11%, contra 9% do IFIX, em comparação aos 18% versus 12% do mês anterior.
O valor de mercado do BTHF11 recuou para R$ 1,836 bilhões, com a cota a R$ 8,82, enquanto o valor patrimonial se manteve próximo a R$ 2,053 bilhões e a cota patrimonial em R$ 9,86. O dividend yield subiu para 13,74%, o ADTV caiu para R$ 3,61 milhões e o número de cotistas permaneceu em 316.633.
No comentário macro, o relatório de julho destaca a leitura de inflação de julho abaixo do esperado, com IPCA-15 em 0,06%, levando a inflação em 12 meses a 4,52%. Isso reforçou a expectativa de continuidade do ciclo de cortes na Selic, com projeção de encerramento de 2026 em 13,75%, diferente da visão de manutenção em 14,25% apresentada no relatório de junho.