Relatório gerencial · Setembro de 2026
Referência 30/09/2026 · entregue 05/10/2026 16:33
Em uma linha
Resultado de R$ 0,089 por cota em agosto, ante R$ 0,100 no mês anterior; distribuição mantida em R$ 0,101
Resumo
No relatório de setembro de 2026, o BTHF11 reportou um resultado de R$ 0,089 por cota referente ao mês de agosto, apresentando uma retração frente aos R$ 0,100 por cota do mês anterior. Essa queda decorreu principalmente do menor fluxo de receitas de proventos de FIIs, que recuaram de R$ 0,076 para R$ 0,057 por cota. Em contrapartida, houve crescimento nas receitas não recorrentes de operações com CRIs, que somaram R$ 0,016 por cota. A distribuição de rendimentos permaneceu inalterada em R$ 0,101 por cota, alinhada ao guidance divulgado para o segundo semestre de 2026, situado entre R$ 0,100 e R$ 0,105 por cota. A cota de mercado fechou o período em R$ 8,70, com relação preço sobre valor patrimonial de 0,91x, enquanto a cota patrimonial passou de R$ 9,78 para R$ 9,54.
Em termos de alocação de recursos, a gestão promoveu uma rotação relevante de capital ao reduzir a posição de caixa de 12% para 7% do patrimônio líquido, totalizando R$ 136,3 milhões contra R$ 251,6 milhões no mês anterior. Esse movimento financiou a ampliação da exposição em fundos imobiliários de papel, que subiram de 18% para 24% da carteira. Os FIIs de tijolo mantiveram-se em 43%, a exposição direta a CRIs ajustou-se de 24% para 23% e os ativos reais alcançaram 2%. Na carteira de crédito estruturado, a parcela indexada à inflação via IPCA avançou fortemente de 69,4% para 82%, acompanhada de uma contração na parcela atrelada ao CDI, que recuou de 29% para 16%.
Nas movimentações da carteira, o destaque no mercado primário foi a entrada relevante no follow-on do fundo URPR11, ativo que passou a representar 6,26% do patrimônio do BTHF11, somando R$ 123 milhões. O gestor justificou a alocação pelo desconto excessivo de negociação do ativo e pela necessidade de aporte para finalização de obras, projetando uma taxa interna de retorno estimada em cerca de 20% ao ano. Já no portfólio de ativos reais, a participação no Shopping Pátio Cianê foi formally incorporada à listagem de ativos com valor de R$ 11,4 milhões, elevando a área bruta locável sob gestão direta para 22.870 metros quadrados, somando-se à fatia mantida na Torre B do EZ Tower.
O relatório trouxe também um acompanhamento detalhado de créditos que demandam monitoramento mais próximo. No CRI Portfólio Imobiliário Diversificado, que representa 4,52% do patrimônio líquido, a gestão reforçou que a estrutura financeira está isolada do risco corporativo da incorporadora You Inc. por meio de patrimônio de afetação em cada sociedade de propósito específico, acompanhando o cronograma físico e as vendas de doze canteiros de obras. Já para os CRIs ligados à Patriani, que somam 1,4% do fundo, o documento relata que foram adotadas medidas de contenção devido à deterioração financeira da empresa, incluindo a substituição da incorporadora na execução operacional, contratação de novas construtoras e condicionamento de novos desembolsos à medição de etapas concluídas.
Na visão macroeconômica, a gestora atualizou suas projeções para um quadro de maior cautela. As expectativas para a inflação oficial foram elevadas para 5,3% em 2026 e 4,8% em 2027, em decorrência de pressões no preço de combustíveis e impactos de transferências de renda. Para a política monetária, a projeção agora contempla a manutenção da taxa Selic em 13,75% até o final de 2026, com o início do ciclo de cortes postergado para 2027, quando a taxa básica de juros é estimada em 12,50%.
Resumo feito por IA a partir do documento original; pode conter erros, verifique as informações.