Demonstrações financeiras · 30/06/2026
Referência 30/06/2026 · entregue 24/09/2026 11:03
Em uma linha
Lucro líquido de R$ 153,1 milhões no exercício, ou R$ 0,74 por cota, ante R$ 153,0 milhões no anterior
Resumo
O BTHF11 divulgou suas demonstrações financeiras relativas ao exercício findo em 30 de junho de 2026, administrado pela BTG Pactual Serviços Financeiros S.A. DTVM, com relatório do auditor independente PricewaterhouseCoopers emitido em 23 de setembro de 2026 sem ressalvas, afirmando que apresentam adequadamente a posição patrimonial e financeira do fundo. A auditoria destacou como principais assuntos a mensuração a valor justo dos certificados de recebíveis imobiliários, que representam parcela relevante do patrimônio e são avaliados por modelos internos com premissas de mercado, e a mensuração das cotas de fundos imobiliários investidos, precificadas pela última negociação em bolsa ou pelo valor divulgado pelo administrador, considerando os procedimentos adotados consistentes com as informações analisadas.
Em 30 de junho de 2026 o BTHF11 possuía ativo total de cerca de R$ 2.079,6 milhões e patrimônio líquido de cerca de R$ 1.988,8 milhões, ante R$ 2.077,8 milhões um ano antes, com valor patrimonial por cota de R$ 9,66 ante R$ 10,09 em 2025, para 205.846.940 cotas integralizadas. A carteira era concentrada em cotas de fundos imobiliários no valor de R$ 1.412,9 milhões, equivalentes a 71,04% do patrimônio líquido, e em certificados de recebíveis imobiliários de R$ 410,9 milhões, equivalentes a 20,66% do patrimônio líquido, além de R$ 166,5 milhões em aplicações de natureza não imobiliária como cotas de fundo de renda fixa, letras financeiras do tesouro e operações compromissadas, e de participações menores em ações de companhias abertas de R$ 28,5 milhões e em ações de companhia fechada Stans 05 Ltda. de R$ 22,2 milhões. No resultado do exercício o lucro líquido foi de R$ 153,1 milhões, ou R$ 0,74 por cota, praticamente estável em relação aos R$ 153,0 milhões do exercício anterior, formado por R$ 104,6 milhões de receitas de CRIs e R$ 164,5 milhões de rendimentos de cotas de FIIs, parcialmente compensados por ajustes negativos a valor justo de R$ 34,4 milhões nos CRIs e de R$ 108,9 milhões nas cotas de FIIs, com despesas de taxa de administração e gestão de R$ 19,2 milhões e outras despesas operacionais de R$ 11,1 milhões.
O lucro base caixa apurado nos termos da Lei 8.668 somou R$ 245,0 milhões e os rendimentos declarados no exercício totalizaram R$ 242,1 milhões, correspondentes a cerca de 98,80% da base e a uma média de R$ 1,17 por cota, com R$ 20,8 milhões ainda a distribuir no encerramento do balanço e R$ 240,2 milhões efetivamente pagos no exercício. Durante o ano houve giro relevante da carteira, com aquisições de R$ 429,8 milhões e vendas de R$ 326,2 milhões em CRIs e aquisições de R$ 1.249,1 milhões e vendas de R$ 1.249,5 milhões em cotas de FIIs, além da conversão de R$ 21,4 milhões em CRIs em participação na companhia fechada e aumento do saldo de credores por empréstimos de cotas para R$ 67,6 milhões. Como evento subsequente, foi informado em fato relevante de 5 de agosto de 2026 que em 4 de agosto de 2026 o BTHF11 celebrou a aquisição de 76% do imóvel onde está localizado o Shopping Pátio Cianê, em Sorocaba, com 19.520 m² de área bruta locável própria, pelo valor total de R$ 220,4 milhões, sendo parte por assunção de dívida de R$ 66,9 milhões remunerada a IPCA mais 7,65% ao ano com vencimento em janeiro de 2034 e o restante em parcelas em moeda corrente corrigidas pelo IPCA em 12 e 24 meses.
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