Relatório gerencial · Setembro de 2026
Referência 30/09/2026 · entregue 02/10/2026 08:54
Em uma linha
Venda do Edifício MV9 por R$ 93,1 milhões, a cap rate de 10,1%, com recursos destinados ao TRXF11
Resumo
No relatório de setembro de 2026, o principal destaque do BRCR11 foi a celebração da venda da totalidade do veículo detentor do Edifício Mayrink Veiga 9 (MV9), localizado no Centro do Rio de Janeiro, pelo montante de R$ 93,1 milhões, a um cap rate de 10,1%. A transação ocorreu com impacto contábil de menos 0,83% no patrimônio líquido (menos R$ 0,67 por cota, o que corresponde a 11% abaixo do valor de laudo). Os recursos da venda serão integralmente direcionados para a subscrição de cotas do TRXF11 via compensação financeira. A saída desse ativo Classe B reduz o portfólio de 9 para 8 imóveis, eleva a exposição a edifícios de padrão AAA de 78% para 88% e traz uma perspectiva de queda na vacância física de 10,4% para cerca de 9,5%, uma vez que o MV9 concentrava 18% da área vaga do fundo, gerando apenas 4% da receita.
No campo operacional, o BRCR11 concluiu uma revisional com extensão de prazo por mais três anos no Eldorado Business Tower a R$ 245 por metro quadrado, operação na qual também foi ajustado o indexador de IGP-M para IPCA. No Diamond Tower, foi firmado aditivo de renovação por mais 60 meses a R$ 140 por metro quadrado, havendo ainda outra revisional em fase final de fechamento prevista para outubro. A gestão pontuou que o calendário eleitoral tem levado empresas a adiarem a conclusão de novas locações para após o segundo turno, embora novas tratativas e revisionais sigam em andamento.
Quanto aos números financeiros, o fundo manteve a distribuição de dividendos em R$ 0,41 por cota, valor estável em relação aos meses anteriores e alinhado com a banda de referência de R$ 0,40 a R$ 0,50 para o segundo semestre. O dividend yield anualizado ficou em 11,77% sobre a cota de mercado de R$ 41,80, frente a 12,96% registrados no relatório anterior, quando a cota estava em R$ 40,18. A liquidez média diária (ADTV) dobrou, subindo de R$ 1,1 milhão para R$ 2,1 milhões por dia. As taxas de vacância reportadas na foto da carteira permaneceram em 10,4% física e 7,9% financeira.
Na estrutura de capital, o passivo de alavancagem em CRIs encerrou o balanço patrimonial de agosto em R$ 305,7 milhões, frente a R$ 350,7 milhões no mês antecedente. O cronograma de amortização das dívidas ligadas ao Diamond Tower e à Torre Almirante segue estável, beneficiado pela carência de principal de 12 meses obtida no início do ano para a Torre Almirante e pelo custo equalizado em CDI mais 1,90% ao ano nas obrigações do Diamond Tower.
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