BPML11

BTG PACTUAL SHOPPINGS FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/08/2026

Entrega

02/09/2026 18:31

Resumo

No relatório de agosto de 2026, o BPML11 manteve a distribuição mensal em R$ 0,92 por cota, patamar constante desde setembro de 2025, o que representa um dividend yield anualizado de 13,79% sobre o preço de fechamento de R$ 85,00. Vale destacar que a distribuição continua acima do resultado efetivamente gerado no mês (FFO de R$ 0,74 por cota em julho, contra R$ 0,65 em junho), o que vem consumindo o resultado acumulado do fundo, que caiu de R$ 2,69 para R$ 2,49 por cota. As receitas e despesas seguiram em linha com a média dos últimos meses, segundo o gestor.

No campo da gestão e estrutura de capital, houve dois pontos relevantes. Primeiro, a dívida de curto prazo (R$ 58 milhões, CRI SCIV11 a CDI + 2,05%) teve o vencimento prorrogado por mais dois meses, agora para setembro de 2026. Segundo, após a alteração do artigo 4.4 do regulamento aprovada em AGE em julho, a gestão informou estar conduzindo negociações para reduzir a taxa dessa obrigação. O saldo devedor total recuou de R$ 168 para R$ 166 milhões e o LTV caiu de 18,2% para 18,0%, com LTV líquido em 0%.

Na frente operacional, agosto foi marcado por bom desempenho comercial impulsionado pelo Dia dos Pais, com crescimento de 7,6% nas vendas em um fim de semana. O fluxo de veículos subiu de 932 mil para 972 mil veículos e o SSS melhorou de -1,5% para -1,2%. Destacam-se o crescimento de 7% no fluxo do Plaza Macaé e de 11% no Capim Dourado, este último beneficiado pela inauguração de um restaurante inédito no estado. O gestor sinalizou, porém, que a inadimplência sofreu impacto negativo da recuperação judicial de um grande grupo do varejo, embora o indicador líquido siga controlado. Um ponto muito positivo veio do Shopping Contagem: a inadimplência caiu de 22,8% para -2,4% (indicador líquido), praticamente normalizando após o problema destacado no relatório anterior, e o NOI do ativo subiu de R$ 324 mil para R$ 474 mil.

Ocupação do portfólio segue em 94%, com destaques no Plaza Macaé (99%) e Capim Dourado (98%). Houve novas inaugurações, como a Life by Vivara no Plaza Macaé e a QMake no Contagem, além de eventos como o Festival de Vinhos no Ilha Plaza (cerca de 7 mil pessoas) e a Feira das Fatias no Plaza Macaé.

Em relação ao comentário macro, houve uma mudança perceptível no tom: o cenário-base passou a considerar apenas mais um corte de 25 pontos-base na Selic, levando-a a 13,75%, contra a expectativa de dois cortes até o fim de 2026 presente no relatório anterior, refletindo inflação em desaceleração (IPCA-15 de -0,40%) mas ainda acima da meta.

Nos indicadores de mercado, a cota subiu de R$ 84,56 para R$ 85,00 e o retorno em 12 meses é de 21,3%, contra 10,3% do IFIX. O cap rate de mercado calculado no relatório recuou de 15,3% para 12,6%, indicando reprecificação dos ativos, enquanto o patrimonial caiu de 10,8% para 9,6%. A cota patrimonial ficou em R$ 119,45, ainda bem acima do preço de mercado, com desconto de aproximadamente 29%. Não houve novas aquisições ou alienações no período, mantendo-se como transações recentes relevantes a aquisição de participação no Parque Dom Pedro via PQDP11 e a venda do Capim Dourado em 2023.