BPML11

BTG PACTUAL SHOPPINGS FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/08/2026

Entrega

01/09/2026 19:18

Resumo

No relatório de agosto de 2026, o BPML11 manteve a distribuição em R$ 0,92 por cota, mesma do mês anterior, com o dividend yield anualizado subindo de 13,06% para 13,79% devido à valorização da cota, que fechou a R$ 85,00 ante R$ 84,56. A cota patrimonial recuou levemente, de R$ 119,67 para R$ 119,45, e o patrimônio líquido ficou em R$ 888,9 milhões, ante R$ 890,6 milhões. O fundo retornou +0,5% no mês, contra -1,5% do IFIX, e em 12 meses acumula 21,3% versus 10,3% do índice.

O resultado operacional de julho foi de R$ 0,74 por cota, abaixo da distribuição de R$ 0,92, o que reduziu o resultado acumulado ainda não distribuído de R$ 2,69 para R$ 2,49 por cota. O gestor, contudo, informa que receitas e despesas vieram em linha com a média dos últimos meses. Houve um pico de receita das SPEs em julho (R$ 2,0 milhões contra cerca de R$ 0,7 milhão em junho), o que explica o resultado mensal mais forte. Vale mencionar que, nos dois relatórios, o resultado gerado mensalmente tem ficado abaixo da distribuição, com o saldo acumulado diminuindo de forma contínua.

Na frente operacional, agosto foi marcado pelo bom desempenho do Dia dos Pais, com crescimento de 7,6% nas vendas dos ativos no fim de semana. O fluxo de veículos subiu de 932 mil para 972 mil, com destaque para Plaza Macaé (+7%) e Capim Dourado (+11%), este último impulsionado pela inauguração de um restaurante inédito no estado. Os eventos do mês, como a Feira das Fatias no Plaza Macaé e o Festival de Vinhos no Ilha Plaza, reforçaram a circulação. Foram inauguradas a Life by Vivara no Plaza Macaé e a QMake no Contagem.

Um ponto de atenção sinalizado pelo gestor é o impacto da recuperação judicial de um grande grupo do varejo sobre a inadimplência do mês, embora a inadimplência líquida permaneça controlada. Na comparação entre os relatórios, a inadimplência do Shopping Contagem, que aparecia em 22,8% em julho, caiu para -2,4% em agosto, indicando reversão de um problema pontual de crédito naquele ativo. A ocupação do portfólio se manteve em 94%, e o SSS seguiu levemente negativo, mas melhorou de -1,5% para -1,2%.

Na estrutura de capital, a dívida total caiu de R$ 168 milhões para R$ 166 milhões, seguindo o cronograma de amortização da dívida longa (R$ 108 milhões, vencimento em 2031). A dívida curta de R$ 58 milhões segue reportada com vencimento em julho de 2026, e o relatório não traz novidade sobre nova renegociação deste vencimento. O LTV ficou em 18,0% e o LTV líquido em 0%, sem mudanças relevantes.

No comentário macro, houve mudança importante na visão do gestor: a expectativa passou de dois cortes de 25 pontos-base na Selic até o final de 2026 para apenas um corte, levando os juros a 13,75% ao final do ciclo, com base na inflação em desaceleração (IPCA-15 de -0,40%) e atividade econômica em acomodação.

Por fim, os indicadores de valorização mudaram de forma expressiva entre os relatórios: o cap rate patrimônio passou de 10,8% para 9,6% e o cap rate mercado de 15,3% para 12,6%, refletindo a queda da cotação de mercado anualizada pelos rendimentos e o novo data-base do valuation. As vendas por m² subiram de R$ 1.694 para R$ 1.709, e o NOI de caixa recuou de R$ 31,3 milhões para R$ 28,6 milhões. Não houve novas transações de compra ou venda de ativos no período, com o histórico mantendo apenas a venda do Capim Dourado (2023) e a aquisição indireta do Parque Dom Pedro via PQDP11 (2026).