A administradora do fundo ALZR11, BTG Pactual Serviços Financeiros, enviou uma proposta para assembleia geral extraordinária por consulta formal aos cotistas em 12 de maio de 2026. O objetivo é atualizar o regulamento do fundo com mudanças na definição de ativos-alvo, política de investimento, capital autorizado, taxas e outras regras operacionais. Os itens incluem foco em imóveis não residenciais locados por contratos do artigo 54-A da Lei de Locações, com prazo mínimo de 5 anos, renúncia à revisão de aluguel e indenização em rescisões imotivadas, além de investimentos diretos, em cotas de FIIs ou indiretos via SPEs, FIPs e FIAs setoriais.
As propostas ajustam a política de investimento para diferenciar ativos-alvo de outros ativos, limitam imóveis em construção a 20% do patrimônio líquido, permitem operações de empréstimo de títulos e recompra de cotas próprias para cancelamento. Também aumentam o capital autorizado para R$ 10 bilhões sem necessidade de assembleia para novas emissões, autorizam o gestor a prestar garantias ou ônus reais sobre ativos para obrigações da classe e substituem taxas segregadas por uma taxa global de 1% ao ano sobre o patrimônio líquido, com mínimo mensal de R$ 25 mil atualizado pelo IGP-M, e limite máximo global de 1%.
Por fim, permite aquisição ou alienação de cotas de FIIs geridos pela administradora ou gestora, limitados a 50% do patrimônio líquido. A administradora recomenda aprovação dos itens sobre ativos, recompra, capital, garantias e taxas, mas se abstém de recomendação formal para os FIIs conflitados, sugerindo deliberação no interesse dos cotistas.