O relatório de auditoria independente da PwC sobre as demonstrações financeiras do XPLG11 em 31 de dezembro de 2025 emite opinião limpa, afirmando que elas apresentam adequadamente a posição patrimonial e o desempenho do fundo, conforme práticas contábeis brasileiras para FIIs. Os principais assuntos de auditoria foram a mensuração ao valor justo das propriedades para investimento, avaliadas por fluxo de caixa descontado com apoio de especialistas, e das cotas de fundos imobiliários, baseadas em cotações de bolsa. O ativo total chegou a R$ 4,925 bilhões, com destaque para propriedades para investimento de R$ 4,366 bilhões (103% do PL), enquanto o patrimônio líquido cresceu para R$ 4,222 bilhões, ante R$ 3,396 bilhões em 2024, impulsionado por emissões de cotas.
Na demonstração de resultado, o XPLG11 registrou receitas de aluguéis de R$ 250,5 milhões e resultado líquido de R$ 202,6 milhões, superior aos R$ 179,9 milhões de 2024, com lucro por cota de R$ 5,06 (contra R$ 5,77). Houve ajuste positivo ao valor justo de propriedades de R$ 12,9 milhões, mas negativo em cotas de FIIs de R$ 118,5 milhões, além de despesas com juros de securitização de R$ 54,8 milhões. O fluxo de caixa operacional foi positivo em R$ 280,2 milhões, mas investimentos consumiram R$ 1,244 bilhão em aquisições de imóveis logísticos, compensados por R$ 962,5 milhões em financiamento via emissões de cotas e CRIs, que totalizaram R$ 560,3 milhões em obrigações.
O patrimônio líquido evoluiu com subscrição de R$ 937,6 milhões em novas cotas (total de 40 milhões), pagamento de dividendos de R$ 310,6 milhões (98% dos lucros pelo regime de caixa) e lucros acumulados de R$ 40,1 milhões. O fundo mantém foco em galpões logísticos, com aquisições como Bricklog Guarulhos e Extrema II, financiadas por CRIs indexados a IPCA/CDI. Eventos subsequentes incluem mudança de administradora para XP Investimentos e aumento do capital autorizado para R$ 40 bilhões em janeiro de 2026.