No relatório de abril de 2026 do XPCA11, a gestora realizou duas movimentações relevantes no portfólio. O fundo alienou R$ 800 mil do CRA com risco UISA e aplicou R$ 10 milhões em um novo título CRA emitido por MBRF, indexado ao IPCA mais 10,36% ao ano. A operação envolve uma empresa de proteína animal formada pela combinação de negócios da Marfrig e da BRF, com presença na América do Sul e nos Estados Unidos e rating brAAA pela S&P Global.
Comparando com o relatório de março de 2026, a participação de CRA nos ativos subiu de 68,8% para 70,2%, enquanto a fatia de FIDC Agro caiu ligeiramente de 25,6% para 25,0%. A composição por indexador também mudou, com os papéis atrelados ao CDI+ representando 88,1% do book e a exposição a IPCA+ passando de 9,5% para 11,9%, movimento impulsionado pela nova aquisição.
Os segmentos de alocação mantiveram estrutura semelhante ao mês anterior, com destaque para indústrias de alimentos em 16,2% e usinas de açúcar e etanol em 15,1%. A liquidez em caixa recuou de 3,8% para 3,0% dos ativos. No relatório anterior, a gestora havia focado na compra de cotas seniores do FIDC Agrológica e na CPR do grupo Wehrmann por meio do fundo OPI II.