No mês de maio de 2026 o XPCA11 registrou patrimônio líquido de R$ 444,3 milhões, com 45,5 milhões de cotas emitidas e valor patrimonial por cota de R$ 9,76. A alocação ficou em 66,7% em CRA, 24,4% em cotas de FIDC Fiagro, 1,8% em CRI Agro e 7,1% em caixa. Em comparação com abril, quando CRA representava 70,2% e caixa 3%, houve redução na exposição a CRA e aumento no caixa.
O gestor alienou R$ 1,21 milhão do CRA de risco UISA no mês, sem realizar novas aquisições. No relatório anterior, em abril, havia ocorrido compra de R$ 10 milhões em CRA de risco MBRF. O caixa maior reflete a manutenção de recursos em diligência para novas operações, conforme mencionado no comentário do gestor.
A distribuição de rendimentos foi de R$ 0,10 por cota, com yield mensal de 1,46% e anualizado de 18,74%. Os valores seguem alinhados aos meses anteriores, que variaram entre R$ 0,10 e R$ 0,12 por cota. O resultado contábil foi de R$ 0,1102 por cota, sem remarcações relevantes nos ativos.
O gestor destacou a confirmação do El Niño para o segundo semestre de 2026, com previsão de maior volume de chuvas no Centro-Sul e seca no Norte e Nordeste, e possíveis efeitos sobre soja e cana-de-açúcar. Mencionou também o cenário de margens apertadas nas commodities e custos elevados, o que mantém a postura de alocação seletiva em operações com melhores métricas de crédito. A duration média permaneceu em 1,62 ano, similar ao mês anterior.
A composição por segmento mostrou pequenas variações, como Indústria Alimentícia passando de 16,2% em abril para 17,1% em maio, e Grãos de 9,1% para 7,5%. Os indexadores se mantiveram estáveis, com 88,1% em CDI+ e 11,9% em IPCA+.