As demonstrações financeiras do XPCA11 referentes a 31 de dezembro de 2025, auditadas pela Ernst & Young com opinião limpa, mostram um patrimônio líquido de R$ 440 milhões, ante R$ 432 milhões em 2024. O ativo total chegou a R$ 446 milhões, com destaque para investimentos em certificados de recebíveis do agronegócio (CRAs) de R$ 293 milhões, equivalendo a 66,5% do PL, seguidos por cotas de fundos FIAGRO de R$ 82 milhões (18,6%) e cotas de FIDC de R$ 12 milhões. Novos aportes em CRI somaram R$ 4 milhões. O passivo circulante foi baixo, em R$ 5 milhões, principalmente rendimentos a pagar.
O resultado líquido do exercício foi de R$ 67 milhões em 2025, superior aos R$ 44 milhões de 2024, impulsionado por rendimentos de CRAs (R$ 30 milhões), cotas de fundos (R$ 16 milhões) e ativos rurais (R$ 56 milhões), menos despesas de R$ 5 milhões, como taxa de administração de 1% ao ano. O fluxo de caixa operacional foi negativo em R$ 1 milhão, mas investimentos geraram R$ 64 milhões líquidos via amortizações e juros de CRAs, elevando o caixa para R$ 55 milhões.
O PL cresceu com o lucro acumulado de R$ 111 milhões, após distribuições de R$ 58 milhões em 2025 (total pagos R$ 54 milhões), mantendo 45,5 milhões de cotas emitidas. O valor da cota contábil subiu para R$ 9,67, com rentabilidade de 15,4%, e no mercado secundário variou de R$ 9,51 a R$ 9,67. O fundo segue investindo preponderantemente em CRAs e ativos agroindustriais, sem derivativos ou demandas judiciais, com taxa global de 1% e ajustes regulatórios recentes.