O principal destaque do relatório de setembro de 2026 do VISC11 é a celebração do compromisso de venda de fatias em cinco shoppings do portfólio pelo valor total de R$ 257,1 milhões, a um cap rate de 7,9%. A operação envolveu as participações parciais no Prudenshopping, North Shopping Maracanaú, Granja Vianna e Natal Shopping, além do desinvestimento integral do Plaza Sul. A estrutura de pagamento abrange R$ 35 milhões à vista, R$ 167,1 milhões convertidos em cotas do fundo PMLL11 e duas parcelas a prazo de R$ 27,5 milhões. Com essa alienação, a gestora estima um ganho de capital líquido total de R$ 52,7 milhões, o equivalente a R$ 1,83 por cota, com recomposição de caixa estimada em R$ 170,8 milhões.
Em decorrência desse movimento de reciclagem de portfólio, o número de ativos investidos pelo VISC11 passou de 32 para 31 shopping centers, e a área bruta locável própria reduziu de 310 mil metros quadrados para 292 mil metros quadrados. O caixa e aplicações financeiras registraram um salto expressivo, saindo de R$ 83,6 milhões em agosto para R$ 247,6 milhões ao final de setembro, composto por R$ 95,5 milhões em liquidez imediata e R$ 152,1 milhões em cotas de FIIs recebidas na transação. Concomitantemente, as obrigações líquidas do fundo caíram de R$ 1,025 bilhão para R$ 843,7 milhões, favorecidas também pelo pré-pagamento de R$ 12,7 milhões em obrigações atreladas a CRI.
No âmbito financeiro, o resultado mensal gerado pelo VISC11 subiu para R$ 0,99 por cota em setembro, ante R$ 0,76 por cota em agosto, impulsionado pelo reconhecimento de R$ 10,54 milhões (R$ 0,37 por cota) em resultado não recorrente decorrente da parcela à vista da venda. A distribuição de rendimentos foi mantida em R$ 0,84 por cota, mesmo patamar praticado ao longo de todo o ano de 2026. Com a geração superior aos proventos pagos, a reserva de resultado acumulado não distribuído consolidada (incluindo o Shopping Paralela FII) subiu de R$ 1,15 por cota em agosto para R$ 1,30 por cota em setembro. A projeção de distribuição linear mantida pela gestão situa-se entre R$ 0,84 e R$ 0,90 por cota até dezembro de 2026.
Nos indicadores operacionais dos shoppings, referentes a agosto de 2026, houve aceleração no crescimento do NOI caixa por metro quadrado, que avançou 11,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, contra um avanço de 8,4% registrado no comparativo do relatório anterior. As vendas nas mesmas lojas (SSS) subiram 2,3% (frente a 1,9% no mês anterior), enquanto o aluguel nas mesmas lojas (SSR) apresentou expansão de 4,6% (ante 5,9% na leitura anterior). O fluxo de veículos aumentou 3,3% em comparação a agosto de 2025.
A saúde operacional dos lojistas apresentou modesta melhora nas métricas de inadimplência líquida e descontos, que recuaram para 1,8% cada, após terem marcado 2,2% e 1,9%, respectivamente, no relatório anterior. Já a taxa de ocupação dos shopping centers registrou uma leve desaceleração, encerrando agosto em 93,9%, comparada aos 94,1% observados em julho.
Por fim, o relatório detalha que a estratégia de geração de liquidez busca dar maior conforto financeiro para quitar as parcelas futuras de aquisição do Midway Mall e do BH Shopping, previstas para 2026 e 2027. O cronograma de consumo de caixa atualizado indica que a gestão segue avaliando opções de desalavancagem e reforço de capital, como continuidade de vendas de ativos e eventuais novas emissões de cotas.