O relatório de demonstrações financeiras auditadas da PwC para o fundo VINO11, referentes a 31 de dezembro de 2025, apresenta opinião sem ressalvas, confirmando que as contas refletem adequadamente a posição patrimonial e os resultados do ano, conforme práticas contábeis brasileiras para FIIs. O principal foco de auditoria foi a mensuração ao valor justo das propriedades para investimento, avaliadas por especialistas com base em fluxos de caixa descontados, considerando sua relevância no patrimônio.
No balanço, o ativo totalizou R$ 1,231 bilhão, com propriedades para investimento em R$ 1,162 bilhão (142% do PL), após ajuste negativo de R$ 10,5 milhões. O patrimônio líquido caiu para R$ 816 milhões (de R$ 853 milhões em 2024), impactado por distribuições de rendimentos e prejuízos em vendas, enquanto obrigações por securitizações somaram R$ 423 milhões (após quitações de CRIs como Vino, Belavista e BM336). Receitas de aluguéis foram R$ 96 milhões (queda de 7% ante 2024), mas o lucro líquido subiu para R$ 15,7 milhões (lucro por cota de R$ 0,19), com valor patrimonial da cota em R$ 9,86.
O fundo vendeu o Edifício Alphaville C&A (prejuízo de R$ 12,6 milhões) e manteve portfólio de imóveis em SP e RJ, como Sede Globo e Haddock Lobo, com avaliações da Colliers mostrando taxas de desconto entre 8,25% e 10% a.a. Fluxo de caixa operacional foi positivo em R$ 91 milhões, e distribuiu R$ 52,6 milhões em rendimentos (119% do lucro ajustado caixa). Em março de 2026, houve devolução de área no Haddock Lobo pela Vitacon, sem demandas judiciais significativas.