O VILG11 assinou em setembro, como evento subsequente a agosto, um novo contrato de locação para a totalidade do CD Pouso Alegre, de 13,9 mil m², com a Shopee e prazo de 60 meses entre setembro de 2026 e agosto de 2031. O imóvel estava locado para a Cremer até julho e aparece com ocupação de 0% na posição de agosto, e o novo aluguel é 22% superior ao anterior, passando a representar 4% da receita imobiliária do VILG11. A antiga locatária manteve o pagamento até julho pelo aviso prévio e negociou encargos rescisórios de R$ 2,6 milhões, equivalentes a R$ 0,17 por cota, que serão recebidos até dezembro de 2026 e cobrem a carência de 60 dias concedida à nova locatária.
Em 17 de agosto o VILG11 assinou documento vinculante para a aquisição de um condomínio logístico AAA em Campinas-SP, com 46,3 mil m² de ABL e 100% locado, pelo preço de R$ 140 milhões, ou R$ 3.024 por m², a ser pago em três parcelas de 40% no fechamento e 30% em 6 e 12 meses corrigidas pelo IPCA. A operação prevê cap rate de entrada de 9,7% e yield estimado de 17,1% no primeiro ano, com conclusão sujeita a condições precedentes e fechamento esperado em até 45 dias.
O VILG11 seguiu em agosto o plano de venda das cotas de HGLG11 recebidas na alienação de novembro de 2025, com a venda de 273.774 cotas por R$ 40,3 milhões e ganho de capital de R$ 1,565 milhão, ou R$ 0,10 por cota, ritmo menor que em julho quando foram R$ 63,2 milhões e ganho de R$ 0,28 por cota. Ao fim de agosto o VILG11 ainda detinha 1.924.814 cotas, avaliadas a mercado em R$ 285,5 milhões, ante 2.242.698 cotas e R$ 330,6 milhões em julho, com total acumulado vendido de R$ 285,3 milhões e ganho de R$ 1,60 por cota.
No resultado, o VILG11 apurou em agosto R$ 12,555 milhões, ou R$ 0,84 por cota, abaixo dos R$ 0,92 por cota de julho, com resultado dos imóveis de R$ 0,64 por cota e resultado recorrente de R$ 0,70 por cota. O rendimento distribuído foi mantido em R$ 0,82 por cota, dentro do intervalo estimado de R$ 0,80 a R$ 0,87 até dezembro de 2026, e a reserva de resultado não distribuído subiu de R$ 1,939 milhão em julho para R$ 2,196 milhões, ou R$ 0,15 por cota. A taxa de ocupação financeira caiu de 99,5% para 95,2% pela saída da Cremer, com o gestor indicando retorno a patamares anteriores a partir de setembro, enquanto a receita média subiu de R$ 23,1 para R$ 23,5 por m², contra R$ 29,3 por m² do mercado, e a inadimplência recuou de 1,3% para 0,5%.
Em bolsa, a cota de mercado do VILG11 fechou agosto a R$ 93,92, ante R$ 91,12 em julho, com rentabilidade bruta de 4,0% no mês contra IFIX de menos 1,5%, e o valor patrimonial passou de R$ 109,32 para R$ 108,69 por cota. O número de cotistas foi de 149.265 para 149.011, o valor de mercado foi de cerca de R$ 1,38 bilhão para R$ 1,42 bilhão e o volume médio diário subiu de R$ 1,9 milhão para R$ 2,1 milhões, com giro de 3,6%. O patrimônio líquido ficou em R$ 1,63 bilhão, ante R$ 1,64 bilhão em julho, com R$ 1,322 bilhão em imóveis, R$ 452,4 milhões em aplicações financeiras e R$ 213,3 milhões em obrigações de CRI, e o portfólio seguiu com 12 imóveis, mais de 436 mil m² de ABL própria e 60 locatários, ante 62 em julho, com prazo médio remanescente de 3,7 anos mantido.