O relatório de demonstrações financeiras do VILG11 em 31 de dezembro de 2025, auditado pela PwC com opinião sem ressalvas, apresenta as contas do fundo de acordo com as práticas contábeis brasileiras para FIIs. Os principais assuntos de auditoria foram a mensuração ao valor justo das propriedades para investimento, baseada em laudo de empresa especializada com método de capitalização de renda, e a existência e valuation de cotas de outros FIIs, conciliados com a B3. O patrimônio líquido totalizou R$ 1.698,9 milhões, com valor patrimonial da cota em R$ 113,28, ante R$ 112,97 em 2024.
No balanço, o ativo circulante somou R$ 640,2 milhões (37,7% do PL), impulsionado por aplicações em cotas de FIIs de R$ 594,2 milhões, enquanto o não circulante teve propriedades para investimento de R$ 1.256,8 milhões (74% do PL após ajuste negativo de R$ 50,3 milhões). O passivo caiu para R$ 264 milhões, principalmente obrigações por securitizações de R$ 239,9 milhões. Na DRE, receitas de aluguéis atingiram R$ 155,1 milhões, com lucro líquido de R$ 130,5 milhões (R$ 8,70 por cota), superior aos R$ 93,3 milhões de 2024 (R$ 6,22 por cota), impactado por ganho de R$ 84 milhões na venda de imóveis.
O fundo vendeu quatro propriedades em novembro de 2025 por R$ 709,6 milhões, recebendo cotas do HGLG11 (R$ 582,2 milhões) e parcela futura de R$ 80 milhões (atualizada a 8% a.a.), com assunção de dívidas pelo comprador. Fluxo de caixa operacional foi positivo em R$ 146,5 milhões, com distribuição de rendimentos de R$ 125,8 milhões (101% do lucro caixa). Após o período, há proposta para comprar os 50% restantes do Parque Logístico Pernambuco por R$ 56,2 milhões.