O principal destaque operacional do VGRI11 no relatório de agosto de 2026 foi a conclusão da renovação do contrato de locação do Edifício Volkswagen por mais cinco anos. Como o imóvel representa 12.560 metros quadrados de área bruta locável e respondia pelo vencimento mais relevante de curto prazo, a renovação eliminou a concentração de vencimentos prevista para 2026, que representava 23,9% da receita imobiliária em julho e passou a 0% em agosto, postergando esse bloco para 2031, que agora concentra 42,6% dos vencimentos. Em decorrência disso, o prazo médio ponderado dos contratos de locação (WAULT) do portfólio subiu de 6,5 anos para 7,5 anos.
A carteira imobiliária do VGRI11 manteve a vacância física e financeira em 0% distribuída em seus cinco ativos, totalizando 40.963 metros quadrados de área locável própria, sem registro de inadimplência. A gestão apontou que o foco operacional seguinte está nas negociações de contratos que possuem períodos revisionais em aberto, pontuando também a existência de contratos que ainda contam com carências concedidas.
No campo financeiro, a distribuição de rendimentos foi mantida em R$ 0,075 por cota, somando R$ 2,63 milhões. Contudo, o resultado passível de distribuição apurado no mês foi de R$ 2,31 milhões, impactado por um aumento nas despesas operacionais, que subiram de R$ 21 mil em julho para R$ 689 mil em agosto. A diferença entre o resultado gerado e o montante distribuído reduziu a reserva de lucros acumulados do fundo, que recuou de R$ 2,07 milhões (R$ 0,06 por cota) para R$ 1,75 milhão (R$ 0,05 por cota).
Na estrutura patrimonial, houve uma contração relevante nos ativos de liquidez e renda fixa, que passaram de R$ 38,04 milhões em julho para R$ 4,86 milhões no fechamento de agosto. O passivo total do fundo permaneceu elevado, somando R$ 481,36 milhões ou 61,57% do total de ativos, estruturado principalmente em obrigações por aquisições de imóveis (R$ 332,47 milhões) e seller finance com o BC Fund corrigido a CDI mais 3% ao ano (R$ 146,16 milhões). O fundo segue com R$ 24,00 milhões a receber referentes ao saldo da alienação do Edifício Cidade Jardim, com prazo acordado até novembro de 2026.
O patrimônio líquido do fundo passou de R$ 302,17 milhões para R$ 300,42 milhões, refletindo uma leve redução no valor patrimonial por cota de R$ 8,63 para R$ 8,56. No mercado secundário, a cotação de fechamento encerrou agosto em R$ 5,40 contra R$ 5,73 no mês anterior, acompanhada por uma redução no volume médio diário de negociação, que passou de R$ 233 mil para R$ 190 mil, e uma ligeira saída de investidores, com a base total recuando de 25.176 para 24.994 cotistas.