O informe anual do VGIR11, com competência de junho de 2026, descreve um FII de papel, de gestão ativa e voltado principalmente a CRIs. O fundo tinha 146,1 milhões de cotas e 273.654 cotistas; nenhum detinha mais de 5% das cotas, e pessoas físicas concentravam 94,06%. O administrador afirma que o exercício terminou em linha com a estratégia, mas remete os detalhes ao informe mensal de junho, sem apresentar neste documento números consolidados de resultado ou distribuições.
A carteira listada inclui dezenas de CRIs e duas participações em SPEs; entre os objetivos informados para as operações está “lucro na venda”. Os CRIs são registrados a valor justo, com base em taxas e modelos de negociação, laudos ou transações recentes. As variações divulgadas são majoritariamente positivas, incluindo dois papéis com alta superior a 100%, enquanto um CRI apresentou queda de 3,30%. O relatório também discrimina compras e vendas de cotas dos fundos BTG Tesouro Selic e BTG Yield DI, além de operações com LTN e NTN-B. A remuneração do administrador no ano foi de R$ 14,9 milhões, equivalente, segundo o quadro, a 1,05% do patrimônio contábil e 1,06% do valor de mercado.
Na avaliação do administrador, juros elevados e crédito mais restrito deixaram os investidores cautelosos, embora os fundamentos do mercado imobiliário tenham permanecido resilientes. Para o período seguinte, a expectativa é de continuidade dessa resiliência e melhora gradual das condições, ainda sob influência dos juros altos e do crédito restrito.