No mês de setembro de 2026, o VGIR11 encerrou o período com 98,1% de seu patrimônio líquido alocado em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), apresentando um leve aumento frente aos 97,4% reportados em agosto. O total investido em CRIs foi de R$ 1.371,6 milhões, distribuído em 57 operações, mantendo o saldo remanescente de 1,9% (R$ 26,5 milhões) em instrumentos de caixa líquido. As aquisições do mês somaram R$ 8,3 milhões, marcadas pela entrada de uma nova operação na carteira, o CRI Casa Brooklin (R$ 2,5 milhões a CDI + 4,25% ao ano), além de compras complementares nos CRIs Haus Moema e Pagano. As amortizações somaram R$ 3,3 milhões, com destaque para a quitação total do CRI AMF Saúde 2 (R$ 229 mil) e amortização parcial do CRI Viewco (R$ 885 mil).
A distribuição de rendimentos permaneceu estável em R$ 0,13 por cota, com pagamento efetuado em 20 de outubro de 2026, correspondendo a uma rentabilidade líquida de CDI + 3,14% ao ano calculada sobre a cota patrimonial de agosto, patamar superior aos CDI + 3,00% ao ano auferidos no mês anterior. As receitas totais de caixa totalizaram R$ 19,94 milhões e o resultado líquido fechou em R$ 18,65 milhões, ante R$ 20,32 milhões e R$ 19,02 milhões em agosto, respectivamente. O montante distribuído somou R$ 18,99 milhões, mantendo-se uma reserva de caixa para despesas de aproximadamente R$ 0,01 por cota. Nos últimos 12 meses, a distribuição acumulada atinge R$ 1,51 por cota.
Quanto à composição da carteira, o portfólio segue 100% indexado à taxa CDI acrescida de spread. A taxa média de aquisição ponderada recuou de CDI + 4,69% em agosto para CDI + 4,50% em setembro, ao passo que a duration média avançou de 2,3 anos para 2,5 anos. O segmento residencial permanece como a maior exposição, representando 85,9% da carteira de CRIs, seguido por escritórios (7,6%), shoppings (3,9%), BTS (1,4%) e pulverizados (1,1%). Em relação às emissões, as ofertas via ICVM 160 avançaram para 73,2% (contra 72,2% no mês anterior), enquanto as ICVM 476 recuaram para 26,8%. O gestor destacou a qualidade de crédito do portfólio, reportando que todas as operações permanecem em situação de adimplência.
No mercado secundário, a cota de mercado do VGIR11 fechou setembro cotada a R$ 9,65, ante R$ 9,57 no fechamento de agosto. Em contrapartida, o valor da cota patrimonial registrou redução, passando de R$ 9,69 para R$ 9,57. A liquidez média diária de negociação recuou de R$ 4,3 milhões em agosto para R$ 3,7 milhões em setembro. A base de cotistas também apresentou retração no período, passando de 279.240 investidores para 273.654 ao final do mês.