No relatório de agosto de 2026, o VGIR11 apresentou uma relevante recomposição em sua estrutura de capital, caracterizada pela forte redução da posição de caixa para alocação em ativos-alvo. O fundo encerrou o período com 97,4% de seu patrimônio líquido investido em CRIs, somando R$ 1.377,9 milhões em 57 operações, frente aos 82,9% alocados e R$ 1.172,6 milhões em 54 operações observados em julho. Com essa movimentação, o caixa líquido disponível recuou expressivamente de 17,08% (R$ 241,6 milhões) para 2,63% (R$ 37,2 milhões), em linha com a estratégia da gestão de mitigar a liquidez ociosa para ampliar o carrego e a rentabilidade da carteira.
Esse aumento expressivo na alocação ocorreu por meio do investimento de R$ 215,8 milhões ao longo do mês, distribuídos em seis operações. Houve a entrada de quatro novos ativos na carteira, todos lastreados na Carvalho Hosken: o CRI Barra da Tijuca 155E 1S (R$ 66,0 milhões com taxa de CDI + 4,5%), o CRI Barra da Tijuca 160E 1S (R$ 66,0 milhões a CDI + 4,5%), o CRI Barra da Tijuca 155E 3S (R$ 24,0 milhões a CDI + 6,0%) e o CRI Barra da Tijuca 160E 3S (R$ 24,0 milhões a CDI + 6,0%). O fundo também ampliou sua participação nos já existentes CRI Tecnisa 573E e CRI Tutoia. Na ponta dos desinvestimentos e recebimentos, ingressaram R$ 13,7 milhões em amortizações, destacando-se a quitação integral do CRI Francisco Morato no montante de R$ 7,9 milhões. Como evento subsequente, foram aportados R$ 8,3 milhões em setembro em três operações preexistentes.
As novas aquisições provocaram mudanças nos indicadores médios do portfólio. O cupom médio ponderado aumentou de CDI + 3,94% em julho para CDI + 4,08% ao ano em agosto, e a taxa média ponderada de aquisição passou de CDI + 4,64% para CDI + 4,69%. O duration médio da carteira foi estendido de 1,9 para 2,3 anos devido ao perfil mais longo das novas operações. A totalidade dos ativos permanece indexada ao CDI e classificada como sem rating de agências internacionais. Setorialmente, a exposição residencial cresceu de 83,2% para 85,9%, com escritórios representando 7,6% e shoppings 3,9%. Na métrica de garantias, a fatia com LTV inferior a 50% subiu de 17,1% para 25,7%, enquanto a faixa acima de 80% diminuiu de 29,7% para 26,8%. A gestão manteve a avaliação de que a qualidade de crédito do portfólio segue saudável.
No que tange aos resultados, o VGIR11 manteve a distribuição estável em R$ 0,13 por cota, somando R$ 18,99 milhões distribuídos referente a agosto, com pagamento realizado em setembro. Devido ao calendário com menor número de dias úteis em agosto (21 dias frente a 23 em julho), o dividend yield anualizado sobre a cota patrimonial subiu de CDI + 1,36% para CDI + 3,00%. As receitas mensais totalizaram R$ 20,31 milhões contra R$ 20,66 milhões em julho, e o resultado líquido caixa foi de R$ 19,02 milhões ante R$ 19,37 milhões no mês antecedente, mantendo-se a reserva de despesas em cerca de R$ 0,01 por cota. No mercado secundário, a cota a mercado valorizou-se de R$ 9,46 para R$ 9,57, a cota patrimonial oscilou de R$ 9,68 para R$ 9,69, a base de investidores avançou para 279.240 cotistas e o volume diário médio negociado ficou em R$ 4,3 milhões.