O informe anual do VGIA11, com competência em junho de 2026, registra cerca de R$224,6 milhões em aquisições de CRAs, CPRs, debênture e cotas de FIDCs. Entre os maiores valores estão o CRA CRA025008NG, com R$102,8 milhões, cotas do Green Life FIDC, com R$39,7 milhões, e o ativo AGRR12 CDIE, com R$35 milhões.
Nos 12 meses anteriores, o fundo distribuiu R$1,65 por cota; a gestora estima que o valor correspondeu a CDI mais 3,4% sobre o patrimônio por cota. A cota patrimonial encerrou junho em R$9,69. O resultado veio principalmente dos juros das operações de crédito, de taxas de estruturação e da venda de ativos no mercado secundário. A remuneração do administrador e do gestor no ano foi de R$12,2 milhões, equivalente a 1,18% do patrimônio.
A gestora descreve o primeiro semestre de 2026 como um período de juros elevados, safra recorde de soja e custos financeiros pressionando produtores e empresas mais alavancados, enquanto a demanda por milho e as exportações de carnes deram suporte a segmentos do agronegócio. Para o período seguinte, sua avaliação é positiva, mas ressalta desafios fiscais, climáticos e de preços; também aponta a necessidade de financiamento do setor como espaço para novas operações e considera a carteira preparada para lidar com possíveis efeitos do El Niño.
O informe destaca riscos de crédito, mercado, liquidez, concentração, precificação, questões tributárias e regulatórias, entre outros, e esclarece que não há garantia de rentabilidade. A base de cotistas era pulverizada: 174.199 cotistas na faixa de até 5% detinham 91,64% das cotas, enquanto um cotista possuía 8,36%.