VGHF11

VALORA HEDGE FUND FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO DE RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/07/2026

Entrega

31/08/2026 18:41

Resumo

No relatório de julho de 2026, o VGHF11 encerrou o mês com 99,7% do patrimônio líquido alocado em Ativos-Alvo, totalizando R$1.342,3 milhões em 131 ativos, contra 102,3% e R$1.385,7 milhões no mês anterior. A queda decorre principalmente da liquidação das operações compromissadas de recompra de CRIs (R$43,8 milhões em junho), que não aparecem mais no relatório, e da redução do caixa líquido negativo de R$31,2 milhões para um saldo positivo de R$4,6 milhões.

A distribuição de rendimentos caiu de R$0,07 para R$0,06 por cota, o que corresponde a 8,3% ao ano ou IPCA + 1,6% sobre a cota patrimonial, contra 10,5% ao ano ou IPCA + 2,0% no mês anterior. Nos últimos 12 meses, o rendimento acumulado passou de R$0,89 para R$0,86 por cota (10,5% ao ano, IPCA + 5,6%, contra IPCA + 6,2% no relatório anterior). Essa é a principal mudança negativa comunicada pela gestora.

O mês de julho foi marcado por movimentações Relevantes na carteira, após um mês de junho praticamente sem operações. Houve vendas líquidas de R$36,5 milhões no total, com destaque para a venda do CRI Matarazzo 451S (R$30,9 milhões), de R$15,0 milhões do CRI Helbor 86E, de R$10,6 milhões do CRI Projetos Residenciais SP 2S e dos CRIs Makro e Fashion Mall, além da venda de R$15,3 milhões de uma parcela da participação na SPE Retail Cidade Matarazzo. Do lado das compras, o gestor adquiriu R$21,0 milhões em cotas sênior do Edifícios Corporativos FII (CDI + 2% ao ano, fundo iniciado em julho de 2026 que investe em quatro imóveis Triple A em São Paulo e Rio de Janeiro), R$10,0 milhões do REC Multiestrategia FII e ampliou posições nos CRIs João Dias, Helbor 79E, Helbor 40E e You Ações. Segundo a gestora, as vendas de CRIs indexados ao IPCA (R$69,9 milhões) com recompra parcial em CRIs CDI visaram melhorar o carrego médio da carteira, o que reduziu a duration média dos CRIs de 2,6 para 2,3 anos e diminuiu a participação dos CRIs IPCA de 60,4% para 53,8% da carteira de crédito.

A carteira VALOR passou a representar 53,4% dos Ativos-Alvo (vs. 52,7%) e a carteira RENDA 46,6% (vs. 47,3%). A posição total em CRIs caiu de 29,1% para 25,6% do patrimônio, enquanto a posição em FIIs subiu de 56,1% para 57,7%.

Sobre a inadimplência, o panorama se mantém: os CRIs Selina permanecem marcados a zero e a gestora afirma que os demais ativos estão adimplentes e que a carteira segue saudável, não havendo menção a novas provisões nem atualização sobre o CRI Manhattan 161S, que teve vencimento antecipado decretado em junho para início da execução das garantias.

A cota patrimonial caiu R$0,04 no mês (para R$8,18), refletindo a desvalorização da carteira de FIIs em linha com o IFIX (-0,31%), uma perda bem menor que a de junho (-1,21% do IFIX). O ajuste de marcação a mercado da carteira foi levemente positivo em julho (R$0,7 milhão), após meses consecutivos de MTM negativo, o que fez o resultado contábil do mês voltar a ficar positivo (R$9,9 milhões). O resultado acumulado de 12 meses segue em queda: retorno total de 11,08% ao ano (IPCA + 4,74%), contra 12,70% ao ano (IPCA + 6,40%) em janeiro.

No mercado secundário, a cota fechou julho a R$5,86, contra R$6,03 em junho, com deságio de cerca de 28% sobre a cota patrimonial. A liquidez diária média caiu de R$2,5 milhões para R$1,8 milhão, e o número de cotistas seguiu praticamente estável em 368.246. O número de ativos da carteira passou de 133 para 131.