Relatório gerencial · Novembro de 2025
Referência 28/11/2025 · entregue 23/12/2025 18:37
Em uma linha
Resultado distribuível sobe de R$ 0,78 para R$ 0,86 por cota e distribuição cai de R$ 1,00 para R$ 0,77 por cota
Resumo
No relatório referente a novembro de 2025, o VCJR11 apresentou um aumento no seu resultado distribuível, que avançou de R$ 0,78 por cota em outubro para R$ 0,86 por cota no mês atual. O número contou com o reforço não recorrente de R$ 0,01 por cota advindo de multa por resgate antecipado do CRI Porte. Em contrapartida, a distribuição de rendimentos foi reduzida de R$ 1,00 para R$ 0,77 por cota. Ao contrário do mês anterior, quando houve consumo de reservas, a gestão optou por reter parte do resultado, elevando a reserva acumulada de R$ 0,32 para R$ 0,41 por cota.
A alocação total da carteira passou de 91,6% para 90,4% do patrimônio líquido, com a posição de caixa subindo de 8,5% para 9,6%. Em termos de movimentações, o portfólio passou de 42 para 41 operações de CRI devido à quitação total do CRI Porte, no montante de R$ 3,8 milhões, sem novas aquisições informadas no período. A rentabilidade média da carteira de CRI ajustou-se ligeiramente para IPCA mais 11,6% ao ano, comparada a IPCA mais 11,8% ao ano em outubro, mantendo a estrutura concentrada em 91% indexada ao IPCA, 8% ao CDI e 1% em taxa pré-fixada. O fundo segue sem dívidas ou operações compromissadas ativas.
Na frente de crédito e monitoramento, o caso da securitizadora Virgo, que constava com destaque no mês anterior, deixou o relatório após a conclusão de sua regularização. Em relação aos ativos sob acompanhamento, o CRI Coteminas, que responde por 5,5% do patrimônio líquido, permanece adimplente segundo os fluxos acordados, mas a gestão ressalta que o LTV segue em revisão e o título pode sofrer remarcação pelo administrador. Já no CRI Serpasa, equivalente a 0,4% do patrimônio, foi informado que a devedora ingressou com pedido cautelar preparatório para recuperação judicial, enquanto o fundo dá sequência às medidas de execução judicial e extrajudicial, amparado pelo caráter extraconcursal de suas garantias fiduciárias.
O valor patrimonial da cota do VCJR11 teve variação positiva de R$ 93,43 para R$ 94,24, ao mesmo tempo em que a cotação a mercado recuou de R$ 77,30 para R$ 76,00, diminuindo o múltiplo de preço sobre valor patrimonial para 0,81. A liquidez média diária negociada recuou para R$ 2,0 milhões no mês, ante R$ 2,4 milhões em outubro, e o quadro de cotistas permaneceu estável em 27.375 investidores. Em sua leitura macroeconômica, a gestão pontuou o alívio na curva de juros impulsionado pela desinflação, observando que o movimento beneficiou principalmente os fundos de tijolo, enquanto os fundos de recebíveis registraram valorizações mais contidas em decorrência da inflação corrente mais baixa.
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