O informe anual do TRXF11, fundo de tijolo com foco em renda e gestão ativa, referente à competência de dezembro de 2025, registra lucro contábil de R$ 410.223.402,87 no exercício encerrado em 31/12/2025. Durante o período, o fundo adquiriu diversos ativos, como SPEs (Corporate Garden e TR14 Empreendimentos), cotas de outros FIIs (BLCA11, CPOF11, IBBP11, PQAG11, TJKB11, TRXY11 e outros) e diversos CRIs, totalizando investimentos financiados por capital, todos visando benefícios futuros. A carteira inclui imóveis variados, como lojas de varejo (Assaí, Pão de Açúcar, Atacadão), centros educacionais, hospitais e shoppings, com avaliações a valor justo conforme ICVM 516, mostrando valorizações em alguns ativos (como TRXB11 com 47,88%) e desvalorizações em outros (como TR3 com -29,57%).
O administrador destaca a volatilidade do IFIX em dezembro de 2024, com queda mensal inicial de 8,25% mitigada para -0,67%, e acumulado anual de -5,89%, impactado por juros altos, inflação acima do esperado, dólar elevado e incertezas fiscais. Fundos de tijolo sofreram mais que os de papel devido à menor correção inflacionária nos contratos e yields menores. Para 2025, as perspectivas são pessimistas, com Selic projetada em 15%, inflação de 4,99% e dólar a R$ 6,00, mas o gestor vê oportunidades de longo prazo independentes do macro.
A pulverização de cotistas é alta, com 217.198 detentores representando 100% das 32.493.284 cotas até 5% cada, sendo 91,64% de pessoas físicas. A taxa global de administração e gestão foi de 1% a.a., com pagamento de R$ 25.517.636,31 (0,76% sobre patrimônio contábil). Não há processos judiciais relevantes, e o programa de investimentos seguirá o regulamento do fundo.