No relatório gerencial de junho de 2026 do TRXF11, o gestor destacou a conclusão da alienação de nove imóveis locados ao Carrefour, Grupo Mateus e Assaí, totalizando R$ 672 milhões e gerando lucro estimado de R$ 230 milhões, ou R$ 3,68 por cota, com parte dos recursos usada para reduzir obrigações financeiras. Em comparação com o relatório de maio, essa operação foi concluída no início de junho, mantendo o guidance de distribuição entre R$ 0,90 e R$ 0,93 por cota até dezembro de 2026 e indicando um dividendo extraordinário adicional.
O fundo celebrou compromissos de compra que incluem o edifício Dynamic Faria Lima em São Paulo, locado ao Ibmec por R$ 130 milhões com contrato até 2033, e o imóvel do Hotel Emiliano no Rio de Janeiro por R$ 260 milhões, com prazo de 20 anos e yield estimado em 10%, operação concluída em 1 de julho. Também foi assinado contrato para desenvolvimento de galpão logístico em Osório/RS para a Shopee, primeiro de um pacote de quatro ativos com investimento total de R$ 82,5 milhões e contratos de 10 anos, além de aquisição indireta de até R$ 135 milhões em cotas do FII Brio Renda Imobiliária, composto por oito galpões last-mile para self-storage.
Uma proposta vinculante para venda de 15 imóveis, majoritariamente locados à Caixa Econômica Federal e outros, por R$ 207,25 milhões e cap rate médio de 8,13%, foi anunciada em junho, alinhando-se ao padrão de reciclagem visto no mês anterior com alienações de ativos varejistas. O número de imóveis caiu para 116 de 124 em maio, com ABL total reduzida para 1.221.980 m² de 1.353.126 m², refletindo as vendas, enquanto o prazo médio da carteira (WALE) ficou em 13,17 anos, próximo aos 13,16 anos de maio.
A base de cotistas do TRXF11 atingiu 331.689 em junho, alta de 5,22% frente a 315.229 em maio, com entrada líquida de 114.491 novos investidores no semestre. A distribuição de junho foi de R$ 1,50 por cota, elevando o dividend yield mensal para 1,63% e anualizado para 19,60% sobre a cota de mercado de R$ 91,80, contra R$ 0,93 e 1,01% em maio. O valor patrimonial por cota recuou para R$ 95,01 de R$ 97,41 no mês anterior.
A alavancagem líquida subiu ligeiramente para 17,14% de 16,78%, ainda com saldo devedor de securitizações em torno de 28% do ativo total. A vacância permaneceu estável em 0,67% física e 0,42% financeira. A composição de receita por contrato atípico ficou em 73,10%, similar aos 73,37% de maio, com reajustes majoritariamente pelo IPCA em 80,42%.
No segmento de shopping centers, o relatório menciona desempenho resiliente em maio impulsionado pelo Dia das Mães, sem alterações relevantes frente ao mês anterior. A alocação em imóveis diretos chegou a 79,76% do PL, com FIIs em 10,09% e CRIs em 8,49%, enquanto os principais inquilinos por receita mantiveram posições como Assaí em 12,05% e Mateus em 11,53%.