TRBL11

TELLUS RIO BRAVO RENDA LOGÍSTICA FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO DE RESPONSABILIDADE LIMITADA

AGE

Ativo

Referência

09/10/2026

Entrega

17/09/2026 21:44

Resumo

O TRBL11 convocou os cotistas para deliberar em consulta formal sobre uma proposta de renovação do portfólio, com o objetivo de vender ativos considerados maduros, capturar valorização e iniciar um novo ciclo imobiliário. Estão em votação a venda de três imóveis, One Park, Contagem e Guarulhos II, a cessão onerosa dos direitos relativos às ações judiciais contra os Correios e uma modernização ampla do regulamento. A operação prevê o recebimento dos valores em dinheiro para recompor o caixa e viabilizar a aquisição, já em fase final de negociação e diligência mas fora da votação, de participação em dois novos galpões logísticos padrão AAA, localizados em raio de 30 km de capitais, por cerca de R$ 457,1 milhões e cap rate médio de entrada de 8,5% ao ano.

A venda total soma R$ 546,7 milhões, sendo R$ 526,67 milhões pelos três imóveis, valor em linha com o laudo de R$ 527 milhões, e R$ 20 milhões pela cessão dos direitos litigiosos. Do preço dos imóveis, cerca de 62% seria recebido à vista no quarto trimestre de 2026, em torno de R$ 325,6 milhões, e o restante a prazo em parcelas semestrais, parcelas em 24 e 36 meses e um saldo remanescente de Contagem com valor futuro estimado em R$ 206,95 milhões em até 15 anos, prorrogáveis por mais 5, com correções por CDI, IPCA e garantias por alienação fiduciária de Contagem e de fração do One Park. A cessão troca a incerteza do litígio por R$ 20 milhões pagos em seis parcelas semestrais, além de um prêmio variável de 40% sobre eventual êxito acima do valor referencial corrigido por CDI mais 3,5% ao ano. Descontadas obrigações estimadas em R$ 12,7 milhões e uma retenção de R$ 12 milhões como garantia, o resultado total potencial é de cerca de R$ 49 milhões ou R$ 6,38 por cota, e de R$ 37 milhões ou R$ 4,83 por cota em cenário conservador, sendo que R$ 19,89 milhões ou R$ 2,57 por cota seriam reconhecidos ainda em 2026 e em 2027.

A terceira matéria propõe atualizar o regulamento do TRBL11 em oito itens, com fim das restrições geográficas, permissão para desenvolvimento, co-investimentos, CRIs, SPEs, ações e participações, autorização para oneração, alavancagem e financiamentos, possibilidade de recompra de cotas, elevação do capital autorizado para R$ 10 bilhões, permissão para aplicar o caixa em fundos das gestoras e da administradora, discricionariedade das gestoras para alienar ativos e elevação da taxa global de 0,84% para até 1,10% ao ano até R$ 5 bilhões de valor de mercado e 1,00% sobre o excedente, sem taxa de performance. Com a troca de ativos, o material projeta um portfólio com mais qualidade e previsibilidade, com contratos atípicos passando de 16% para 88% da receita, vencimentos a partir de 2032 de 17% para 83%, participação do e-commerce de 33% para 69%, imóveis AAA de 40% para 70% e prazo médio de 4,7 para 5,6 anos, além de estimativa média mensal de R$ 0,57 por cota no pós-operação, sendo R$ 0,39 recorrente e R$ 0,18 não recorrente, ante R$ 0,46 no pré-operação, sem garantia de resultado futuro. A votação vai até as 16h do dia 9 de outubro de 2026 pelos canais da plataforma digital, carta-resposta e área do investidor da B3, com quórum de maioria simples dos presentes para a venda e a cessão e de 25% do total de cotas para as mudanças no regulamento, com conclusão da venda prevista até 15 de dezembro e da compra até 18 de dezembro.