O documento apresenta as demonstrações contábeis do TRBL11 em 31 de dezembro de 2025, auditadas pela KPMG com opinião sem ressalvas, conforme práticas contábeis brasileiras para FIIs. O patrimônio líquido caiu para R$ 640,957 mil, ante R$ 745,439 mil em 2024, representando 7,739 milhões de cotas integralizadas. Os principais ativos incluem propriedades para investimento de R$ 424,6 milhões (66% do PL), avaliadas por laudo independente via capitalização de renda, e participação societária de R$ 106,4 milhões na Renda Logística Empreendimentos Imobiliários. O caixa reduziu para R$ 11,8 milhões, com contas a receber por venda de imóveis em R$ 108,5 milhões (Duque de Caxias, 2024).
O fundo registrou prejuízo líquido de R$ 49,8 milhões em 2025, revertendo o lucro de R$ 59,9 milhões de 2024, impactado principalmente por perda de R$ 97 milhões em equivalência patrimonial na participação societária, devido à vacância total do imóvel em Contagem/MG após rescisão unilateral dos Correios (contrato até 2034). Receitas de aluguéis somaram R$ 35 milhões (vs R$ 63,5 milhões em 2024), com provisão de R$ 23,5 milhões por inadimplência dos Correios; ajuste a valor justo positivo de R$ 22,9 milhões nas propriedades. O fluxo de caixa operacional foi positivo em R$ 39,9 milhões, mas investimentos e financiamentos (distribuições) geraram redução líquida de caixa de R$ 22,4 milhões.
Apesar do prejuízo contábil, o TRBL11 distribuiu R$ 54,7 milhões aos cotistas (R$ 7,07 por cota, 98% da base ajustada), com saldo a pagar de R$ 4,1 milhões. Destaques incluem ações judiciais contra Correios por R$ 28 milhões em aluguéis/encargos e multa rescisória de R$ 306 milhões, além de novo contrato de locação em Contagem previsto para maio/2026. Eventos subsequentes: recebimento antecipado de R$ 54,8 milhões da venda de Duque de Caxias e quitação de obrigações por aquisições. A rentabilidade total foi de -6,37% (patrimonial -14,24% + DY 7,86%), com cota negociada a R$ 69,10 em dezembro/2025.