TJKB11

TJK RENDA IMOBILIÁRIA FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO - RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/07/2026

Entrega

29/08/2026 23:41

Resumo

O relatório de julho de 2026 do TJKB11 mostra um mês de estabilidade operacional, sem novas aquisições, vendas de imóveis ou mudanças na estratégia. A principal mensagem da gestora é de continuidade: a distribuição de R$ 2,90 por cota foi mantida, mesmo patamar observado ao longo de 2025, no primeiro semestre de 2026 e nos meses recentes.

O patrimônio líquido subiu de R$ 592,2 milhões para R$ 599,6 milhões, elevando o valor patrimonial por cota de R$ 277,44 para R$ 279,67, enquanto o valor de mercado ficou praticamente estável (R$ 249,84 para R$ 250,00), mantendo o desconto em relação ao patrimônio. As disponibilidades cresceram de R$ 9,1 milhões para R$ 10,5 milhões.

A receita de locação caiu de R$ 5,60 milhões para R$ 5,32 milhões, uma redução de 5,20% que, segundo a gestora, é explicada por um efeito de base: no mês anterior houve recebimento de valores retroativos dos imóveis Avenida Brasil, Borba Gato, Marselhesa e Tatuapé. A receita total recuou apenas 1,12%, para R$ 6,69 milhões, pois o ganho de capital parcelado da venda de ativos realizada em outubro de 2024 subiu para cerca de R$ 1,09 milhão (ante R$ 743 mil em junho). O recebimento do FII BRC III aumentou 2,70%, para R$ 155,7 mil, revertendo a queda do mês anterior. As despesas operacionais caíram cerca de 36%, para R$ 175 mil, também por efeito de comparação com despesas pontuais de junho.

Vale notar que o rendimento do mês equivaleu a 100% do CDI líquido pelo valor patrimonial e 112% pelo valor de mercado, percentuais menores que os de junho (110% e 122%), reflexo da evolução do CDI no período. O WAULT passou de 11,14 para 11,06 anos, apenas o desgaste natural do passagem do tempo, e a carteira segue 100% ocupada, com contratos integralmente atípicos e concentração de vencimentos em 2041 (45%) e 2033 (34%), com pequeno ajuste na fatia de 2036 (de 4% para 3%).

Na estrutura de capital, a alavancagem via CRI segue modesta, em torno de R$ 23 milhões (cerca de 3,7% do ativo), com as duas séries emitidas em setembro de 2024 e início das amortizações previsto para outubro de 2026, o que representa um evento futuro a acompanhar. Por fim, a base de investidores continua em expansão consistente: o número de cotistas saltou de 767 no 2T26 para 788 no 3T26, dando sequência ao forte crescimento observado desde 2024.