O relatório mensal de junho de 2026 do TEPP11 apresenta um fundo focado em imóveis corporativos de São Paulo com potencial de valorização por meio de reformas e reposicionamento. O patrimônio líquido ficou em 471,8 milhões de reais, com capitalização de mercado de 400,9 milhões de reais, valor patrimonial por cota de 9,51 reais e preço de mercado em 8,08 reais. O dividend yield mensal alcançou 1,62%, equivalente a 21,29% ao ano, com distribuição de 0,131 reais por cota, representando 170,52% do CDI líquido. O portfólio é composto por seis ativos, somando 52,5 mil metros quadrados de área locável, vacância física de 5,69% e 47 locatários, com WAULT médio de 5,4 anos.
A gestão relata que em junho foram subscritas 12 mil novas cotas na quinta emissão e que a aquisição de área no Edifício Parque Cultural Paulista foi cancelada após o locatário exercer direito de preferência, sem impacto relevante no fundo. No Edifício Fujitsu, a devolução de quatro andares elevará a vacância física para 11,3% a partir de julho, porém a guidance de distribuição já considerava esse cenário. A venda de um ativo da carteira segue em andamento, com expectativa de conclusão até setembro, e negociações de documentos definitivos prosseguem em outro imóvel. O relatório destaca ainda revisões contratuais com aumentos de aluguel em andamento e estudos para retrofit no Edifício Brigadeiro Faria Lima.
O cenário de mercado em junho foi marcado por volatilidade global, queda de 1,01% no Ibovespa e redução da Selic para 14,25% ao ano. O desempenho do TEPP11 no mês foi negativo em 5,40%, com retorno acumulado em 2026 de 0,91%. O fluxo de caixa projetado indica capacidade de cumprir obrigações até agosto de 2027 sem necessidade imediata de novas emissões, enquanto a gestão avalia oportunidades de captar recursos ou alienar ativos em momento oportuno.