O relatório gerencial do SPXS11 referente a agosto de 2026 registrou uma distribuição de dividendos de R$ 0,10 por cota, dando continuidade à sequência de elevações graduais iniciada no início do ano e superando os R$ 0,099 distribuídos em julho. O resultado contábil do mês foi de R$ 1,86 milhão (R$ 0,092 por cota), apresentando retração frente aos R$ 2,34 milhões (R$ 0,116 por cota) apurados no mês anterior, impulsionado pela redução nas receitas de CRI de R$ 1,96 milhão para R$ 1,54 milhão. Em função da distribuição ter sido superior ao resultado do exercício no período, o fundo utilizou parcela do seu resultado acumulado, cuja reserva reduziu de R$ 626,8 mil para R$ 474,5 mil.
No portfólio de crédito, a novidade foi a alocação adicional de R$ 3,0 milhões no CRI Caprem, com rentabilidade de CDI mais 5,0% ao ano, direcionada para obras em Campinas. Com isso, a participação desse ativo avançou de 1,4% para 3,0% do patrimônio líquido. A carteira de recebíveis também foi marcada por amortizações extraordinárias em operações como You Inc, CashMe, Convisa, OAD, MRV, Franco Ribeiro, Pinheiro de Sá, Caprem e Arqos. A composição por indexador dos CRIs se equilibrou perfeitamente em 50% atrelada ao CDI e 50% ao IPCA, contra 47% CDI e 53% IPCA no encerramento de julho. Os spreads médios ficaram em CDI mais 4,5% e IPCA mais 9,8%, com duration médio de 1,58 anos.
A estratégia global manteve o percentual total alocado em 87% do patrimônio líquido, dividida em 72% em CRIs, 13% em cotas de outros FIIs, 13% em caixa e 2% em ações imobiliárias. No desempenho das classes no mês, a carteira de ações imobiliárias registrou forte recuperação ao subir 15,3%, superando o índice IMOB que avançou 3,0%. Já a carteira de fundos imobiliários recuou 1,0%, contra uma baixa de 1,5% do IFIX, gerando um dividend yield anualizado de 12,1%.
No mercado secundário, a cota de mercado do SPXS11 manteve tendência de desvalorização, passando de R$ 7,77 em julho para R$ 7,48 no encerramento de agosto, movimento que elevou o dividend yield anualizado a mercado de 15,3% para 16,0%. A cota patrimonial recuou de R$ 9,40 para R$ 9,35, com o patrimônio líquido fechando em R$ 188,8 milhões. A liquidez média diária no mês recuou para R$ 431,9 mil frente aos R$ 560,8 mil registrados em julho, e a base de investidores teve ligeira diminuição, totalizando 20.012 cotistas ante 20.213 no mês anterior.