No relatório gerencial de setembro de 2026, o SPXS11 reportou uma distribuição de rendimentos de R$ 0,101 por cota, ante R$ 0,100 no mês anterior, o que equivale a um dividend yield anualizado a mercado de 16,4%. Contudo, a receita mensal total do fundo recuou de R$ 2,01 milhões para R$ 1,87 milhão, resultando em um lucro contábil apurado de R$ 1,73 milhão (R$ 0,086 por cota), frente aos R$ 1,86 milhão (R$ 0,092 por cota) de agosto. Para complementar o montante distribuído de R$ 2,03 milhões, o fundo utilizou reservas, fazendo com que o saldo de resultado acumulado caísse de R$ 474,5 mil para R$ 173,4 mil. No período, o valor patrimonial da cota passou de R$ 9,35 para R$ 9,36, enquanto a cotação a mercado recuou de R$ 7,48 para R$ 7,41, e a base de cotistas diminuiu de 20.012 para 19.094.
O principal evento de crédito destacado pelo gestor foi a aplicação de um corte de 10% na marcação a mercado do CRI Doppio, em razão da revisão orçamentária dos custos de obra e aumento do risco do ativo. O gestor informou que negocia a reestruturação da dívida com inclusão de novas garantias e retomada da construção, mas destacou que está preparado para executar garantias judiciais e assumir a coordenação do projeto em caso de desacordo. Além disso, a gestão comunicou que o deságio recente no valor da cota em bolsa decorre de um movimento técnico temporário gerado pelo desinvestimento gradual de um cotista relevante, sem impacto na qualidade dos ativos.
Em termos de composição, o fundo elevou a sua alocação agregada de 87% para 88% do patrimônio líquido. A carteira de CRIs passou a representar 73% dos ativos (R$ 137,81 milhões), contra 72% em agosto, ao passo que as participações em FIIs mantiveram-se em 13% (R$ 24,65 milhões), a liquidez em caixa em 13% e ações em 2%. Ao longo de setembro, foram registradas amortizações extraordinárias nos CRIs CashMe, MRV, Franco Ribeiro e Pinheiro de Sá. O duration médio dos títulos de dívida reduziu-se de 1,58 para 1,47 ano, mantendo divisão equilibrada de indexadores com 51% atrelados ao IPCA (spread médio de 9,8% ao ano) e 49% vinculados ao CDI (spread médio de 4,4% ao ano).