O SNFZ11 manteve em abril de 2026 a distribuição de R$ 0,10 por cota, igual aos meses anteriores, gerando DY anualizado de 13,03% sobre a cota de mercado. O patrimônio líquido ficou em R$ 120,21 milhões e a cota patrimonial em R$ 9,94, com P/VP de 0,98. O número de cotistas atingiu novo recorde de 13.220.
A principal novidade do relatório é a assinatura em 30 de abril de 2026 do compromisso de compra e venda de três novas fazendas no Mato Grosso: Panteão, Berrante e Guaraipos. Juntas, elas somam 6.522 hectares registrais, sendo 2.218 hectares de área útil agrícola, localizadas em Chapada dos Guimarães e Nova Lacerda. A operação será paga em 10 parcelas anuais de 210.675 sacas de soja e inclui contrato de arrendamento de 15 anos com a mesma operadora Jequitibá Agro.
O arrendamento das novas áreas já começou a gerar caixa imediato, com adiantamento de R$ 150 mil recebido no final de abril e previsão de mais R$ 750 mil em cinco parcelas mensais. A área irrigada de 1.060 hectares passa a render 25 sacas por hectare desde já, mesmo antes da instalação dos pivôs. As duas últimas parcelas de pagamento ficam condicionadas à conclusão dessa infraestrutura até 2034.
A receita de arrendamento subiu para R$ 267,5 mil em abril, ante cerca de R$ 116 mil nos dois meses anteriores, influenciada pelo adiantamento dessa operação. As receitas de juros dos CRAs se mantiveram em torno de R$ 1,17 milhão. O resultado final do mês foi de R$ 1,47 milhão, ou R$ 0,122 por cota, com R$ 0,022 por cota direcionado à reserva.
A carteira continua formada por três fazendas (75,6% do PL) e três CRAs (68,1% do PL), com rendimento médio dos CRAs em CDI mais 3,47% e duration média de 6,13 anos. As novas fazendas ainda não integram o portfólio, mas, uma vez concluída a aquisição, o fundo passará a ter seis fazendas arrendadas. A produtividade da soja na safra 2025/26 ficou acima de 60 sacas por hectare nas três fazendas atuais.